ESPANTO

 

 Tela de minha autoria

*

ESPANTO

*

 

Meu espanto, como bicho degolado,

É o que me sobrou deste destroço

Que embora reduzido a pele e osso

Faz frente a quem o tenha encurralado
*

 

É este não temer ser confrontado

Com força natural, fera ou colosso,

Que nega a frustração do “mais não posso!”

E muda, à dura sorte, o resultado
*

 

Meu espanto mora em mim, comigo vive,

Mas voará até onde eu não estive

Se as asas dum poema o transportarem
*

 

Porque traz quanta força eu jamais tive

E ilude frustração que o esgote ou prive

Da voz que os sonhos meus lhe não negarem.
*

 

 


Maria João Brito de Sousa


30.10.2013

Comentários

  1. Folgo em vê-la de novo por aqui. Poemas de qualidade e imagem executada por quem tem vários talentos. Saúdo-a por tudo isso.
    Um abraço.
    L

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