Tela de minha autoria * MESMO QUE O MEU MENINO PARTA EM MAIO * Sou a perfeita esposa do senhor: Lavo e teço os poemas das manhãs, Amasso o pão-de-deus da minha dor, Encho os silos de trigo e de maçãs * Pinto a cor da fartura nas auroras E derramo a alegria de ser eu Quando me deito à noite, fora de horas, Em lençóis onde a lua adormeceu * Sou casta, sou serena e sendo velha (quantos milénios nesta minha vida?) Há uma luz em mim, como se um raio * Me tivesse enviado uma centelha Que me legasse a graça de uma ermida (mesmo que o meu menino parta em Maio) * ©Maria João Brito de Sousa 01.02.2008
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A PAUTA INVISÍVEL
Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) , autora no Portal CEN, e membro da Associação Desenhando Sonhos, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. Porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
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