PALCO DE GUERRA
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PALCO DE GUERRA
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Remendam-se homens por dentro,
Escondem-se as chagas, por fora,
Consola-se a mãe que chora
E assim que a granada estoura
Filma-se uma avó que implora
Por Paz no palco sangrento
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Ao impacto de uma bala,
Num repente, o velho abrigo
Transforma-se num castigo,
Zona de morte e de perigo
Que um contra-ataque inimigo
Tomou, e disso faz gala
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Ribombam como trovões
Mísseis, morteiros, granadas...
Trincheiras improvisadas
São, num segundo, tomadas
Que as baionetas caladas
Calam também corações!
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A este sumário esboço
De um só confronto, entre tantos,
Somem-se os gritos e prantos
Além dos medos e espantos...
Jazem, por todos os cantos,
Restos de corpos/destroços.
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Quanto falte eu vos endosso
Que mais não sei, nem mais posso!
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Mª João Brito de Sousa
29.03.2023 - 20.30h
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Que belo poema sobre a realidade actual em que se está a vulgarizar a guerra e a morte. Este poema é a posição que ficará junto com todos aqueles que põem a paz como opção única.
ResponderEliminarUm abraço
L
Obrigada, L.
Eliminar"Nem guerra entre os povos, nem paz entre as classes"
Um forte abraço!