PALCO DE GUERRA

 

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 PALCO DE GUERRA

*



Remendam-se homens por dentro,


Escondem-se as chagas, por fora,


Consola-se a mãe que chora


E assim que a granada estoura


Filma-se uma avó que implora


Por Paz no palco sangrento

*



Ao impacto de uma bala,


Num repente, o velho abrigo


Transforma-se num castigo,


Zona de morte e de perigo


Que um contra-ataque inimigo


Tomou, e disso faz gala

*



Ribombam como trovões


Mísseis, morteiros, granadas...


Trincheiras improvisadas


São, num segundo, tomadas


Que as baionetas caladas


Calam também corações!

*



A este sumário esboço


De um só confronto, entre tantos,


Somem-se os gritos e prantos


Além dos medos e espantos...


Jazem, por todos os cantos,


Restos de corpos/destroços.

*



Quanto falte eu vos endosso


Que mais não sei, nem mais posso!

*



Mª João Brito de Sousa


29.03.2023 - 20.30h

***

Comentários

  1. Que belo poema sobre a realidade actual em que se está a vulgarizar a guerra e a morte. Este poema é a posição que ficará junto com todos aqueles que põem a paz como opção única.
    Um abraço
    L

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    Respostas
    1. Obrigada, L.

      "Nem guerra entre os povos, nem paz entre as classes"

      Um forte abraço!

      Eliminar

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