CIDADE SEM SENTIDOS


 


CIDADE SEM SENTIDOS
*


Se a Cidade contasse os segredos

Das janelas fechadas dos dias

Quantos rostos e mãos não verias

Nas cortinas já gastas dos medos
*

 

Quantos corpos em estranhos folguedos,

Quantas camas desfeitas, já frias,

Quantas mesas de pinho vazias

De uns pedaços de pão, mesmo azêdos?
*
 

Se a Cidade pudesse falar

E se erguida do chão, a gritar,

Rebentasse em protesto incontido
*
 

Levantando o seu punho no ar...

(ah, Cidade que tento inventar,

nem eu própria sei dar-te um sentido!)
*
 

 
 

Maria João Brito de Sousa 

 05.10.2011
*** 

Comentários

  1. Olá Maria João,
    O poema é magnífico.
    Gostei do declamador, mas preferia ler o texto.
    Boa semana.
    Um abraço.

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  2. Bom dia, Jaime

    Obrigada pela parte que me cabe.

    Este poema é um soneto em verso eneassilábico. Ainda me sinto muito pouco à vontade neste casa, mas vou tentar reeditar e transcrever o poema.

    Boa semana e um abraço 🌹

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  3. Bonito poema!
    Boa semana, Maria João.
    Um abraço.

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    Respostas
    1. Obrigada pela parte que me cabe, Cheia.

      Boa semana e outro abraço 🌹

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  4. Boa noite Maria João,

    a cidade precisa de mais poemas assim!
    Muito bom.👍👍👍👍👍

    As suas melhoras.👌👌👌👌👌

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    Respostas
    1. Boa noite, José da Xã

      Obrigada pela parte que me cabe, que o declamador/produtor do vídeo também merece uma boa parte do elogio 😊

      Acredito que todos nós precisamos de poesia, sobretudo os que dizem odiá-la, rsrsrs

      Obrigada também pelo voto de melhoras.

      Um fraterno abraço 🌹

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