QUE É FEITO DA COTOVIA?

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***


QUE É FEITO DA COTOVIA?
*



Caso um de vós tenha visto,


Uma alegre Cotovia


À qual já perdi o rasto,


Mas que espero, apesar disto,


Voltar a ver qualquer dia


Pra dizer-lhe: Eu não me afasto
*



Mas não sei por onde voas


E há tempo que te não vejo


Sobrevoando o teu ninho...


Será que tu me perdoas


Se eu te pedir o ensejo


De falar-te um minutinho?
*



Sei que andas atarefada


- quem não anda nestes dias? -


Mas se por aqui passares


Pousa na minha sacada,


Vem cantar-me melodias,


Não te vás sem me falares
*


 


Porque eu ando adoentada,


Não consigo acompanhar-te


Nesses vôos mais ousados


E fiquei preocupada


Quando não pude encontrar-te


Nos teus pousos costumados


*



Mª João Brito de Sousa


04.01.2025- 23.00h
***


 


 


 


 

Comentários

  1. Boa tarde, Mª João
    Será que à nossa Cotovia, terá acontecido o mesmo que ao seu "irmão rouxinol" de António Feijó?
    «Coitado do rouxinol!
    Passou a noite ao relento
    do pôr ao nascer do Sol,
    Sem descansar um momento,
    Sempre a cantar, sem dormir,
    Absorto no pensamento
    De ver uma rosa abrir...
    Coitado do rouxinol!
    Passou a noite ao relento,
    Do pôr ao nascer do Sol,
    Sempre a cantar, sem dormir...
    .
    Mas o mísero, coitado!
    Cantando tão requebrado,
    Com tal cuidado velou,
    Que adormeceu de cansado,
    os olhos tristes cerrou
    No minuto, no momento
    Em que, ao luar e ao relento,
    A rosa desabrochou...
    .
    Coitado do rouxinol!
    .
    Com tal cuidado velou,
    Do pôr ao nascer do Sol,
    E tanto, tanto cantou,
    A noite inteira ao relento,
    Que, de fadiga e tormento,
    Sem descansar, sem dormir,
    Fecha os olhos, perde o alento,
    No minuto, no momento
    Em que a rosa vai abrir...
    .
    Coitado do rouxinol!"
    .
    António Feijó

    Esperemos que ganhe um novo alento e nos volte a mimar com o seu canto,
    Zé Onofre

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    1. Coitado do rouxinol de António Feijó :) Um pouco a despropósito porque nada houve de poético no facto de eu ter adormecido em cima do teclado durante a passagem de ano, senti-me solidária com ele. E nem sequer com o estralejar dos foguetes acordei...

      Não sei quando voltarei a sentir-me capaz de poetar a sério, Zé Onofre. Continuo a sentir-me bastante mal, a minha dificuldade em caminhar triplicou e as dores também, ou seja, ultrapassei aquele ponto em que escrever podia fazer-me esquecer as dores por alguns momentos que fosse...
      Este pequenino poema apenas revela a minha real preocupação para com o desaparecimento da nossa alegre Cotovia, bem como de mais algumas blogueiras da blogspot que me seguiam e que eu seguia diariamente. De uma já tive novas, vá lá...

      Um abraço

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  2. Muito bonito!
    Resto de dia tranquilo, Maria João!
    Um abraço.

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    1. Obrigada, Cheia!

      Um resto de dia tranquilo também para si.

      Outro abraço

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  3. Dona Cotovia andará por outros voos. Mas é sempre com Alegria que a vemos no SAPO.
    Bonito Poema: um Hino à Amizade!
    As pessoas amigas não se esquecem, mesmo que sejam Cotovias ou outros pássaros. Que voam.
    Mas voltarão.
    Continuação de Musa inspiradora.

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    1. Boa noite, Francisco.

      Pois é, sou eu que provavelmente ando um pouco mais sensível e quando a Dona Cotovia não volta ao ninho no dia aprazado, fico a pensar que pode não estar bem de saúde. Claro que também ponho a hipótese de ela poder andar noutros vôos, ou mesmo a gozar umas merecidas férias sem computador, nem Smartphone, IPhone, Android ou Tablet...
      Seja como for, escrevinhei este pequenino poema e publiquei-o, assim como se fosse "a message in a bottle". Isto saiu-me em inglês, por causa da música homónima, mas é o mesmo que uma mensagem numa garrafa.
      Obrigada, Saúde e Paz!

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  4. Eu também não cotovi

    Beijo apalhaçado

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    1. Tu também não cotovi... as, neto meu? Ou será que também não cotoviste a Cotovia?

      Beijinho da avó mais trôpega do que nunca

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  5. Olá querida Mª João!
    Não queria causar-me preocupação, e vou de imediato emendar a causa da tua aflição de duas formas, uma, publicando um poema, neste caso um soneto, bem fresquinho, é de ontem, de título segunda afianço que de maleitas apenas as menores, fruta da época e de apanhar frio e diferenças de temperatura, bem como o vento que por aqui no altinho da Cotovia não é nada gentil, e embora os drs digam que não é nem o frio bem o vento que nos põe doentes, atrevo-me a discordar.
    Assim, deste comentário para ti, com um enorme Xi-❤️ vou voando para publicar o soneto que espero te agrade embora, confesso, tenha sido escrito num repente e não tive tempo de o verificar quanto à métrica. Publicarei como está, sem mais demoras.
    Fico-te muito grata pela tua amizade querida amiga, um dia o melhor possível para ti.

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    1. Olá, minha linda Cotovia!
      Peço-te desculpa por te ter arrancado assim a outros vòos, mas confesso que fiquei preocupada. Não demasiado, porque fui sempre pondo a hipótese de teres ido para fora na passagem de ano, coisa que toda a gente faz, excepto eu, que ainda por cima adormeço sobre o teclado poucos minutos - talvez uns 15 - antes da meia noite.
      E agora tive de te deixar aqui pendurada porque veio a Tati, que ainda é muito jovem para ser apodada de "senhora do banho", e nem tive tempo de desligar o computador.
      Já vou ver o teu soneto, mas tenho novas... pequeninas, mas sempre são novas: Um soneto meu, enviado ontem à noite, acaba de ser seleccionado pela Chiado Editora para participar, sem contrapartidas, claro, na colectânea de Cartas de Amor "Três Quartos de Um Amor".
      Já não me entendo nada bem com o Word, mas havia a opção de enviar o poema no corpo do email o que é muito mais fácil para mim: basta fazer copy-paste.
      Quanto à fruta da época, bem... a coisa é mais ou menos assim: no Verão os vírus que são, quase todos, altamente vulneráveis à luz solar, existem em muito menor quantidade no meio ambiente. No Outono e Inverno, o céu nublado é-lhes muito mais favorável, daí que eles andem por toda a parte, alegres e vivaços, transportados pelo vento. Mas olha que mesmo sabendo que é assim, cá no fundo, bem fundo, também eu me atrevo a associar o frio à minha quase afonia, que não passa há mais de um mês.

      Um grande XI

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    2. Olá de novo querida Mª João, não tens nada que pedir desculpa! Saber que te preocupaste apenas reforça o carinho que nos une e agradeço-te a atenção.

      E que maravilha essa novidade! Ser seleccionada para a colectânea é um reconhecimento tão merecido do teu talento e sensibilidade poética. Muitos parabéns!!!

      E sim, o Word pode ser um desafio por vezes, mas o importante é que as palavras cheguem ao destino, seja em documento ou no corpo do email, o teu poema chegou e que bem! (Ando um pouco distraída para submeter os meus escritos, mal tenho conseguido escrever no blogue ou publicar nas outras plataformas).

      Quanto aos vírus e à fruta da época, há mistérios que a ciência explica, mas também há um lado por explicar na forma como o corpo sente o inverno, e arrisco dizer, como os neurónios se ausentam ou passam está época, pelo menos no meu caso, rsrsrs. Espero que essa quase afonia se desvaneça em breve, talvez com o calor de novas poesias e sonetos , ou mais prosaicamente, de um chá bem quente.

      Um grande XI-, e fico feliz por te ter por perto, querida Mª João.

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    3. Aqui estou, depois de ter passado pelo teu ninho, Mafalda/Cotovia e acredita que ando quase afogada em chás quentinhos

      Tenho alguma esperança de conseguir uma consulta do dia para amanhã, mas penso que já te falei disto... e daí, se calhar falei/escrevi foi com o nosso amigo Zé da Xã que consegue bater-me aos pontos em matéria de maleitas e anda com uma tosse mais teimosa do que uma mula. Mas não interessa, a consulta é uma hipótese que me dá algum conforto, mas está longe de ser uma certeza. O que vou ser, de certeza, é picada no dedo para avaliação do INR.

      Hoje, estranhamente, a Musa não quis nada comigo, pelo menos até agora, e como já estou um pouco ensonada, começo a duvidar de que ainda hoje se decida a pegar na lira e a saltar para o lombo do cavalo de fogo. Claro que posso sempre ir buscar um poema antigo e fazer uma reedição, embora só o faça em última instância, quando a criação de um poema me exige que force a Musa, ou a mim mesma, já que ela é parte de mim.

      Outro grande xi

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    4. Bom dia querida Mª João, que esse chá continue a fazer o seu trabalho e que a consulta traga o conforto que precisas. Quanto à Musa, ela tem dias, acho que o silêncio pode ser parte do processo, e é possível que se tenha assustado com este vendaval!

      A minha anda atarefada a apanhar coisas pelo quintal e a pensar que tem de ir buscar a medicação para o meu amigo de quatro patas canino, que com os seus 17 anos toma 7 comprimidos por dia, entre eles a tal da gabapentina, neurobion, entre mais uns 5 medicamentos diferentes)

      Cuida-te bem e melhoras para essa afonia malvada, que está realmente a ser uma conviva de longa duração e bastante inconveniente.

      Outro grande Xi querida Mª João.
      Beijinhos

      Eliminar
    5. Bom dia, Mafalda/Cotovia.

      Como levo cem anos a fazer a minha higiene e tenho de ir limpinha para o centro de saúde, não vou poder responder a mais comentário nenhum.

      No que respeita ao chá, se tivesse de ajudar, já teria ajudado... bem, vai-me mantendo bem hidratada, mas não teve efeito nenhum sobre a afonia.

      Ainda bem que o teu patudo canino não tem Musa porque, se a tivesse, a Gabapentina já a teria anestesiado. Aliás, foi o único efeito secundário desse medicamento mata-musas. Eu apercebi-me disso logo no início, mas costumo seguir à risca as prescrições médicas e tentei convencer-me de que era mania minha. Não era. Aquilo mina/destrói mesmo a criatividade de quem a tem e embora esse tenha sido o seu único efeito colateral, para mim foi como matar a minha própria alma. Pouco mais de uma semana depois do último dia em que a tomei, a Musa acordou e não parou até ontem.
      Estas paragenzinhas de poucos dias ou mesmo de algumas semanas, são normalíssimas, todos os poetas as têm, pelo menos os que me rodearam durante a infância e alguns dos que conheci depois de adulta. O que não foi normal foi ter estado meses sem conseguir escrever absolutamente nada.
      E agora vou mesmo ter de me despachar, querida Cotovia.

      Um grande xi

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  6. A ligação para a publicação:

    https://cotoviaecompanhia.blogs.sapo.pt/liberdade-125992

    E pronto, aqui estão novas da Cotovia, com votos de que este soneto, que escrevi em verso heróico (mas só tu poderás avaliar a correcção do mesmo) e depois de algum tempo a escrever em verso branco, te encontre assim mais tranquila quanto à minha presença no espaço do sapal, que ainda se intermitente, vai sendo na medida do espaço e tempo disponível, com muito gosto e gratidão por todos aqui.
    Adorei o teu poema para a Cotovia, e desculpa por não ter respondido logo, mas só hoje vi a tua notificação. Muito, muito obrigada!
    Mais um Xi- querida amiga Mª João!

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    Respostas
    1. Olha que já lá estive, já li e reli e já adorei , Mafalda/Cotovia

      Não tens nada de que te desculpar, eu é que posso ter razões para o fazer por te ter arrancado a outros vôos.
      Já viste a minha "fotografia" lá em cima, doentita, descabelada e tristonha? Sim, sou eu com uns sessenta anos a menos... Repara nas maravilhas que as novas tecnologias conseguem fazer, que até fotografam o nosso passado

      Outro grande xi

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    2. Querida Mª João, a tua presença nunca interrompe voo algum, antes o enriquece. E essa "fotografia" é uma ternura! Se as tecnologias conseguem trazer o passado, é porque ele continua vivo em nós, em cada palavra, em cada memória, a tal cidade de que falas, e sei que é o brilho desse olhar que continua presente nos teus versos.
      Outro grande Xi, sempre com carinho e gratidão, querida Mª João.

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    3. Fui eu que gostei tanto desta imagem da Pinterest que resolvi adoptá-la

      Se há coisa que me não falta são velhas fotografias a preto e branco, todas ou quase todas tiradas pelo meu pai, mas esta está com uma carinha irresistível :)

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    4. Uma escolha muito amorosa. Algumas imagens falam por si, e esta cativa pela doçura irresistível, verdade.
      Outro Xi

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