FAZ UM ANO, UM ANO INTEIRO
![]()
*
FAZ UM ANO,
UM ANO INTEIRO
*
Faz um ano, um ano certo,
Que partiste, querido amigo...
Não mais converso contigo,
Já te não tenho por perto
Deste "castelo deserto"
Que às vezes te deu abrigo
*
Faz um ano! O tempo voa
Mas inda ouço as gargalhadas
Que eram por mim secundadas
Se entre lapso e trocadilho
Nascia o riso em estribilho
Por tudo e por nada, à toa...
*
Partiste mas desta casa
Nunca chegaste a afastar-te:
Descubro-te em toda a parte
E todos, todos os dias
Me enches as horas vazias
Do vigor que te extravasa
*
Se me ouves, sei que me entendes:
Ficou-me um pouco de ti
Que eu inda há pouco te vi
A dormitar no sofá
Com a caneca de chá
Nas mãos qu` inda hoje me estendes.
*
Mª João Brito de Sousa
04.12.2024 - 00.00h
***
![]()

É assim a saudade MJ, beijinhos
ResponderEliminarAnjo meu, confesso que a imagem da canequinha foi descaradamente roubada, mas eu só tenho um, "stupidphone" do milénio passado que não tem câmara nem nada e esta canequinha é quase, quase igual àquela em que eu servia o chá quentinho ao Manuel Rui quando ele chegava do supermercado carregado com as compras que fazia para mim. Não resisti, "gamei-a" a uma promoção qualquer de canequinhas... E ele teria feito o mesmo por mim, se ainda estivesse por cá e eu já tivesse partido, como tudo indicava que viria a acontecer.
EliminarTenho o meu arcaico telemóvel cheio de sms,s dele. Nunca os apagarei. Volta e meia ponho-me a lê-los e dou comigo a sorrir com ternura. A saudade também é assim.
Beijinhos
Desatar o nó do luto é difícil, eu diria impossível
ResponderEliminarAinda me lembra de ler esta triste notícia há um ano.
Poema de uma tristeza contagiante.
Abraço amigo e forte, Maria João.
Sim, Teresa, é impossível desatar o nó do luto. Aprendemos, contudo, a viver com ele... Se assim não fosse, a vida tornar-se-nos-ia insuportável.
EliminarHoje dei comigo a sorrir com ternura enquanto lia todos os muitos sms que o Manuel Rui me enviava, por vezes do supermercado, a perguntar-me se, na ausência de determinado artigo, eu aceitaria a substituição por outro que abundava.
A canequinha em que lhe servia as infusões de tília, cidreira ou camomila é igualzinha à que roubei algures e trouxe até aqui e ainda guardo papéis que ele imprimiu com sonetos originais de Jacobo Da Lentini e me entregou para que eu pudesse escutar a sua musicalidade...
Não lhe minto quando digo/escrevo que a morte não conseguiu matar a nossa amizade, apenas nos separou fisicamente.
Um abraço amigo e forte também para si
Lembro-me dessa foto, com a Mª João ao lado e uma outra senhora que não conheço, creio que a ilustrar o poema em que nos dá conta da partida desse seu querido amigo.
ResponderEliminarJá passou um ano? Pesar do luto saudoso, o tempo não dá sequer tempo a cicatrizar feridas.
Um forte abraço solidário, Maria João!
Sim, Janita, faz hoje um ano que o Manuel Rui partiu.
EliminarEstava a tecer uma coroa de sonetos com o poeta Custódio Montes quando recebi a notícia. Consegui acabá-la, não sem antes ter telefonado ao meu companheiro de trabalho para lhe dizer que aquela folha morta que percorria toda a coroa passava, a partir daquele instante, a simbolizar o meu Amigo Manuel Rui.
Um abraço apertado
Sentida homenagem.
ResponderEliminarBoa noite, Maria João.
Um abraço.
Obrigada, Cheia.
EliminarBoa noite e um abraço