NO SILÊNCIO EM QUE TO DIGO - Reedição
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NO SILÊNCIO EM QUE TO DIGO
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Vem! Vem sentar-te à lareira
Das cinzas do meu poente...
Vem, filho de toda a gente,
Que eu não passo de uma obreira
Destoutra estranha maneira
De ser rainha e servente
Da pequenez da semente
Perdida na sementeira.
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Senta-te à mesa comigo,
Prova este pão amassado
Sobre as letras de um teclado
Que é meu prémio e meu castigo,
Pois, pra pão, falta-lhe o trigo
E o fermento de um trinado
Que se solte e soe ao fado
Do silêncio em que o mastigo.
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Maria João Brito de Sousa
25.11.2019 - 09.25h
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Quão importante é o trigo!
ResponderEliminarBom dia, Maria João.
Um abraço.
Bom dia, Cheia.
EliminarQuem diz trigo, diz pão e este que aqui vou inventando não mata enche a barriga a ninguém, muito embora eu, por vezes, quase, quase acredite que sim...
Um abraço
Excelente Musa que inspira para tão lindo Poema! Saúde!
ResponderEliminarBom dia e muito obrigada, Francisco.
EliminarHoje é mais uma vez "dia de centro de saúde". Ando para aqui a saltitar entre a sala e os pequenos afazeres domésticos que ainda vou conseguindo executar... em câmara lenta, claro.
Saúde e Paz