MÃE II

MÃE- MARIA MANUELA BARATA SALGUEIRO VALENTE BELO BASÍLIO BRITO DE SOUSA (1).jpg


MÃE
*


Minha mãe, por natureza,


Nunca sonhou que o meu espanto


Me levasse além da reza


De quem por mim rezou tanto...
*



Ternura, encanto, pureza,


Ou, vez por outra, quebranto:


Toda alegria e tristeza,


Toda riso ou toda pranto...
*



Dádiva foi, com certeza,


Que em mim a trago inda acesa


Sempre que envergo o seu manto
*



Frágil, pequena, indefesa,


Quem lhe deu tanta beleza


E a dotou de um tal encanto?
*



Mª João Brito de Sousa


07.10.2923 - 15.50h
***


Sonetilho criado para um desafio poético de Albertino Galvão


no grupo "Somos... Horizontes da Poesia".


 


 

Comentários

  1. Respostas
    1. Muito obrigada, Francisco!

      Escrevi este sonetilho à pressa para uma rubrica do Horizontes da Poesia, mas não sei bem se ainda cheguei a tempo.

      Saúde, Paz e Poesia

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  2. Encantador, bonito, como o amor.
    Bom resto de dia, Ana!
    Um abraço

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    Respostas
    1. Não sou Ana, Cheia, sou Maria João :)

      Outro abraço

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    2. Peço desculpa.
      Feliz noite, Maria!
      Um abraço

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    3. Não faz mal, Cheia, são coisas que podem acontecer a qualquer um.

      Feliz noite e outro abraço

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  3. Mas sabes?
    As duas parecem uma
    (tens o olhar da tua mãe)

    Abraço terno

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  4. Olá querida Mª João!
    Belo, tão belo este sonetilho, parabéns.
    É ternura e bondade da mais pura, uma celebração da Mãe.
    Muito bonito, obrigada pela partilha, querida Mª João.
    Beijinhos axicorãozados e um enorme Xi.

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    1. A minha mãe continua bem vida dentro de mim, tal como o meu pai, e os meus avós todos, sobretudo o avô poeta a cuja paixão estou a dar continuidade...Agora até a minha irmã, que pela lei da vida só deveria morrer muito depois de mim e que partiu há três anos.
      Este sonetilho foi escrito em duas pernadas, um pouco a correr para um desafio que nunca mais voltei a encontrar no Horizontes da Poesia...

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    2. Está um sonetilho muito bem escrito em duas pernadas, acredito que até só numa pernada, ou mesmo, como o teu talento, um dedinho do pé, o escreveria com irrepreensível qualidade, e mais importante, com esta emoção que é o teu cunho, querida Mª. João!
      É um privilégio podermos ler a tua poesia, em todos os formatos, num canto que conhece o caminho para o nosso mais terno sentimento, mesmo para quem se considere fleumático, é impossível ter outra reacção além da admiração.
      Bravíssimo!
      Uma noite tranquila e bom descanso, até amanhã, beijinhos axicorãozados ebu enorme Xi , querida Mª João!💤💤💤

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