PASSADO/PRESENTE/FUTURO
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PASSADO/PRESENTE/FUTURO
*
Se o futuro a Deus pertence,
A quem pertence o passado
Que é um presente que vence
Ao primeiro passo dado
*
Se ainda que o passo hesite
Tentando permanecer,
Não há deidade que evite
O futuro, o que há-de ser?
*
Assim sendo, recomendo
Que não se exalte o presente,
Esse que passa correndo,
Tão veloz que mal se sente...
*
Por outro lado, não quero,
Nem devo apontar caminhos
Que esse futuro que eu espero
Pode vir cheio de espinhos...
*
Mas se nada nada se conquista
Sem amor e sem vontade,
Estará o futuro à vista
De quem sonha de verdade?
*
Sei que o presente que corre
Em direcção ao futuro
E mal nasce se nos morre
Tal qual centelha no escuro
*
Não fará qualquer sentido
Senão estando coligado
Com quanto já foi vivido
E, neste instante, é passado.
*
Mª João Brito de Sousa
08.05.2023 - 13.15h
***

Olá Mª. João!
ResponderEliminarBom dia Presente!
Olá Futuro!
Adeus Passado!
Muito bonito e verdadeiro.
Um Xi ❤️ forte Mª. João!🐦
Bom dia, Pequena Cotovia! :)
EliminarO presente é uma coisa tão infinitamente pequena e breve, que quando escrevi o O a seguir ao B do "bom dia", o B já era passado e, agora, até o F de futuro - em que pensei... - já foi também parar ao passado.
Estou com uma forte dor no peito, mas que é diferente da dor anginosa e da do enfarte. Sei-o porque já tive infindas crises anginosas e um enfarte. Só um, felizmente, a menos que aquela crise anginosa que tive na véspera de ir ao médico e que me levou aos vómitos por ser tão brutal, tenha sido um mini-enfarte que se resolveu sozinho...
Mas isso agora não interessa, só quero que saibas que vou andar muito lentinha porque qualquer movimentozito mais rápido agudiza a dor até ao patamar do insuportável.
Este poemazito foi o que se pode arranjar, que eu já estou assim há mais de 24 horas e a Musa retrai-se sempre que eu sinto dores mais fortes.
Um grande xi
Fico apreensiva com essa dor, espero que sim, que possas ir devagarinho hoje e ir dividindo esse B em pequenas porções, e o O, que fica um C+D ou num ¢, para o M resultar num dia✓
EliminarReparei que sim que a data do teu poema é a de ontem, dia 8, deste poema sentido com muito sentido, a tua musa está do teu lado, mas com este tempo até é um bom dia para ambas poderem ler juntas um Gibi.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=Y2Fub2FzZWR1LnJzLmdvdi5icnxlbWVmLXByZWZlaXRvLWVkZ2FyLWZvbnRvdXJhfGd4OjFhY2IxY2UxNGFkNTdjMw
Não é o Gibi todo mas acho que vais achar piada ao título.
As sinceras melhoras, Mª. João.
Um Xi ❤️ de ânimo forte, forte!
Não é bem assim, pequena Cotovia... Encontrei este poema mal esboçado perdido nos meus ficheiros e datado de há cerca de um mês. Tive de reformulá-lo e como reformulei bastante, decidi mudar a data para o dia de ontem.
EliminarAgradeço-te do fundo coração este novo pedacinho de gibi, mas vou ter de deixá-lo para mais logo que ainda não visitei os blogs que visito diariamente há muitos anos, nem passei os olhos pelas novas publicações do Horizontes da Poesia, além de que a senhora do banho - credo, parece mesmo nome de santa, rsrsrs - pode chegar a qualquer momento.
Obrigada e um grande xi-
POEMA ASSERTIVO que me me leva a saudar a veia poética da minha amiga Maria João Brito de Sousa, que imagino a cavalgar num cavalo de fogo.
ResponderEliminarForte e solidário abraço das margens do rio Reno.
Bom dia, Teresa! :)
EliminarNão, garanto-lhe que estas quadrazinhas não me exigiram nenhum cavalo-de-fogo, um burrico manco me bastaria, até porque estava um tanto dorida e assustada com uma pontada no peito que se mantém até agora e que sei, por experiência, que nada tem a ver com a dor opressiva do enfarte do miocárdio. Na sexta-feira estive a ser cuidadosamente observada no CSO e não tinha nada disto. O raio da dor veio na pior das alturas, só para me chatear!
Até o cartão de débito foi engolido por uma ATM esfomeada, deixando-me a pensar no dinheirito da pensão, que chegou ontem e por lá continuará até à próxima sexta-feira, na melhor das hipóteses...
Forte abraço daqui, do meu Tejo quase mar alto
Comentei, mas o meu comentário desapareceu.
ResponderEliminarTalvez, tenha ido parar ao spam.
Afinal, ficou publicado!!
EliminarNão foi para o spam, não, Teresa, que eu já o li e já lhe respondi!
Eliminar"...neste instante, é passado." Sempre a qualidade poética em extrema simplicidade. A Poesia em si parece espontânea!
ResponderEliminarObrigada, Francisco :)
EliminarNa verdade, a minha poesia nasce sempre espontaneamente, a menos que esteja a glosar algum poema, ou em coroa de sonetos... Ainda assim, a partir do primeiro verso que forçosamente será de outro autor, o resto do poema também vai brotando espontaneamente, montada no cavalo de fogo da Musa, nos melhores dias, ou num burrico manco, como foi o caso desta análise ao tempo, porque não estou a sentir-me nada bem, em termos físicos e se caísse do cavalo de fogo que corre à velocidade do pensamento, ficaria ainda com mais dores do que as que tenho agora... :) E não é pequena, esta que agora me perfura o peito
Um fraterno abraço!
Sinto-me privilegiada por ter encontrado este lindo blogue poético. Uma doçura de poemas
ResponderEliminarVoltarei com muito gosto
Beijinho
Obrigada, Mariete!
EliminarNeste blog pulico exclusivamente poemas em redondilha maior, ou menor, muito raramente. Se gosta de soneto - verdadeiro soneto, não mera imitação - sugiro que vá a poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/
Beijinho e boas leituras!
"A quem pertencerá o passado?"
ResponderEliminarBoa e reflexiva poesia!
Beijo amigo
Bem-haja, Ana! :)
EliminarOutro beijo amigo!