"NO SILÊNCIO DE UM OLHAR"

"NO SILÊNCIO DE UM OLHAR"
*
"No silêncio de um olhar"
Já escutei, quando passava
Por alguém, bem devagar
Gritos da dor de uma escrava
*
E vi as mãos de quem escava
"No silêncio de um olhar"
A terra que desabava
Sobre alguém a sufocar
*
Na galeria sem ar
Da mina em que trabalhava
"No silêncio de um olhar"
Que, afinal, também gritava
*
Vi coisas que nem pensava
Que ali pudesse encontrar:
Há vulcões cuspindo lava
"No silêncio de um olhar"!
*
Mª João Brito de Sousa
22.04.2023 - 12.50h
***
Poemeto criado a partir de um verso/mote de MEA (Maria da Encarnação Alexandre) para uma rubrica do Horizontes da Poesia.

Olá Mª João!
ResponderEliminarBelíssimo!
Este silêncio que nos chega pelas tuas palavras de poesia, ganha voz.
A voz que os inocentes silenciosos e silenciados, precisam que jamais se cale.
Somos nós quem tem essa responsabilidade de fazer os silêncios se tornarem visiveis, de todas as formas possiveis, em poesia ou em prosa, em blog ou em manifestação pública, como for e onde for, sempre.
Por mim declaro, nem a Cotovia, nem eu Mafalda Carmona, me calarei!
Abraço muito forte Mª João!🐦
Às manifestações de rua já não chegarei, mas também eu não me calarei, pequena Cotovia!
EliminarNem eu. Aliás a equipa do SAPO Blogs deu-me voz através da publicação do meu texto "Bombeiro" no espaço SAPO Opinião ( agora é que ninguém me cala mesmo hehehe se já falo pelos cotovelos, com incentivo e a possiblidade de ter alguma visibilidade para as questões que considero importantes e pertinentes vai ser uma festa! Que maravilha! ;) , e no meu post de hoje no sentido de oportunidade para divulgar a falta de condições da Biblioteca Municipal de Sesimbra, de que te tinha falado, publiquei o texto, sou super original nos títulos (só que não, hehehe) "Biblioteca".
EliminarSe tiveres oportunidade passa pelo meu cantinho entre os teus compromissos de hoje, dia mais preenchido, eu sei.
Abraço muito forte Mª. João!🐦
Vou já, Cotovia :)
EliminarAbraço muito forte!
[<)]🐦
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