DUAS DÉCIMAS À MATERNIDADE - Reedição
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"Madona do Silêncio" - Débora Arango
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DUAS DÉCIMAS À MATERNIDADE
*
Inda o seu corpo sangrava
já, firme, a mulher se erguia
e soerguida paria
o filho que ao mundo dava!
Num pano velho enrolava
o corpito que dormia
e cheia, embora vazia,
no seio tenso pegava
e à boquita lhe acercava
o colostro que escorria
*
Do parto em dura agonia
nem memória lhe restava,
que assim que o filho mamava
logo em forças redobrava
e assim se transfigurava
toda ela infinda alegria
que de um nada de energia
crescendo se agigantava
prá vida que alimentava
do filho que alvorecia.
*
Maria João Brito de Sousa
01.06.2016 - 15.23h
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Sensível momento
ResponderEliminarde quem é Mãe ou foi MJ
Belo dia com alegria e harmonia, beijinhos
Obrigada,
EliminarSim, fui várias vezes mãe. Esta tela de uma conceituada artista plástica colombiana e pode impressionar um pouco, mas é extremamente realista.
Bela tarde e beijinhos!
Tão belo, Maria João. Adorei.
ResponderEliminarAbraço , saúde e Feliz Dia da Mulher.
Muito obrigada, Elvira
EliminarFeliz Dia Internacional da Mulher!
Paz, saúde e um grande abraço!
Tanto o poema como a tela são de uma profundidade máxima.
ResponderEliminarDigo mesmo que fiquei sem palavras.
Abraço solidário nesta quarta-feira — dia internacional da mulher — dia que dentro de décadas será abolido. A luta pela igualdade não vai ser eterna.
Que assim seja, Teresa!
EliminarA maternidade não é um tema que eu costume exaltar neste dia mas, hoje, fi-lo inspirada pela tela de Débora Arango e pela triste realidade que são as muitas maternidades do SNS que estão a ser encerradas em determinados dias da semana - como se a vida pudesse esperar para nascer quando mais convém - e pela reconhecida falta de obstetras em tantas dessas unidades de saúde.
Um forte abraço!