"VAI O OUTONO LIGEIRO"

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"VAI O OUTONO LIGEIRO"
*



"Vai o Outono ligeiro",


Já não tarda o duro Inverno


A cumprir-se a tempo inteiro


Como um passageiro inferno...
*



Ainda morninho e terno


"Vai o Outono ligeiro"


Cumprindo o seu fado eterno


De passar, qual caminheiro,
*



Que percorre o seu roteiro


Ainda suave e fraterno:


"Vai o Outono ligeiro",


Tão antigo quão moderno
*



Preenchendo o meu caderno


Com pena, mas sem tinteiro,


Que eu falo é de um tempo interno,


"Vai o Outono ligeiro"...
*



Mª João Brito de Sousa


22.10.2022 - 16.20h
***


Poemeto criado a partir de um verso/mote de Joaquim Sustelo para uma rubrica do Horizontes da Poesia


 

Comentários

  1. Que venha
    um outonal
    inverno
    convertido em poema teu

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    1. Que venha manso, o próximo Inverno, nos meus poemas e na realidade, Rogério. Não nos vai ser nada fácil tomar banho de água quente, nem manter a casa minimamente aquecida.
      E para a grande maioria que aufere ordenados abaixo dos mil euros, como será possível investir uns bons milhares em janelas e portas em pvc ou custear o isolamento térmico da sua habitação?

      Forte abraço!

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  2. E eu a pensar que cleccionavas, folhas
    que agora é tempo delas
    de todas as cores e farpelas, também
    Belo dia MJ, beijinhos

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    Respostas
    1. Colecionei folhas, sim, nos meus tempos de liceu,

      Por aqui, não as vejo caídas... As jovens árvores do meu passeio/alameda devem ser quase todas de folha perene porque só vejo duas despiditas. A maioria continua verdinha, verdinha.

      Beijinhos!

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