"OS AMORES DE VERÃO"

Eu, na praia com a Mafalda e a Catarina na barriga - 23.07.1976 (1).jpg


"OS AMORES DE VERÃO"
*



"Os amores de Verão",


Ao contrário dos de Inverno,


Têm curta duração:


Não há V`rão que seja eterno!
*



Se não há céu nem inferno


"Os amores de Verão"


Perduram no beijo terno


Que os apaixonados dão
*



Seja amor, seja paixão,


Seja antigo ou mais moderno,


"Os amores de Verão"


Gravar-se-ão no caderno
*



Que trazemos sob o esterno


E se chama coração,


Pra lembrar, no tempo hodierno,


"Os amores de Verão".
*



Mª João Brito de Sousa


20.08.2022 - 10.30h
***


 


Poemeto criado a partir de um verso/mote de Kim Marques para uma rubrica do Horizontes da Poesia

Comentários

  1. Querida amiga Maria João, bom sábado!
    Ainda bem que podemos viver um grande Amor que atravessa Estações.
    Dizem dos amores de verão bem assim como você poetou. No fundo, ressalta a efemeridade de alguns deles.
    Tenha um final de semana abençoado!
    Beijinhos com carinho fraterno
    😘🕊️💙💐

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    1. Obrigada, querida Rosélia!

      É "vox populi" que os amores de Verão sejam intensos e de curta duração...

      No entanto, o único amor da minha vida irrompeu no Verão e manteve-se intacto durante mais de trinta anos.

      Bom fim-de-semana e um beijinho carinhos e fraterno!

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    2. Sim, amiga.
      Eu vivi o de Inverno e foi também como disse aqui, muito duradouro e intenso.
      😘💐

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  2. Boa tarde Maria João
    Gostei muito de ler estes amores de verão.
    Sempre ouvi dizer que "amor de verão fica enterrado na areia" mas nem sempre.
    Gostei também da foto.
    Tenha um bom fim-de-semana com muita paz.
    Beijinhos
    :)

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    1. Olá, Piedade! :)

      Tem toda a razão: nem sempre, amiga, nem sempre os amores de Verão morrem na areia da praia...

      Esta fotografia em que apareço muito grávida junto da minha primeira filha, foi tirada no dia em que nasceu a minha segunda filha. Ou na véspera, já que ela nasceu às 02.20h da madrugada. :)

      Um bom Domingo e um grande beijinho!

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  3. Ao ler o belo poema, lembrei-me que o meu amor começou em Novembro — numa noite fria nas margens do rio Reno — o casamento foi no verão: 20 de Agosto. Esse amor somente acabará quando os meus ossos repousarem junto aos dele.

    Abraço forte … num dia em que trago a rosa negra do poema do Luís no peito 🖤

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    1. Não fazia a menor ideia, Teresa...

      Obrigada por partilhar comigo este doloroso momento da sua vida... e fico sem palavras.

      Um forte e sentido abraço

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  4. Um poema com o sabor dos dias...passados!
    Bom trabalho com a métrica!
    Beijinho

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    1. Muito obrigada, Ana!

      Sim, foi essencialmente um trabalho de técnica métrica, que a minha Musa anda muito desaparecida...

      Beijinho!

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  5. Mas que grande verdade! Mais uma excelente reflexão, e que bate certo! Pelo menos para mim se bem que eu olho o amor de lado, meia que desconfiada mil beijinhos, minha querida, e um domingo tão inspirado quanto esta tua partilha hoje 🌷

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    1. Olá, Sandra!

      Os amores de Verão sempre tiveram a fama de serem intensos e de muito curta duração... Mas olha que não foi assim, no meu caso. O meu único amor começou num Verão e durou uns trinta anos.

      Se ainda não tiveres visto, não resisto a sugerir que tentes encontrar na RTP Play o filme do cineasta francês Olivier Babinet, Amor de Peixe. Eu vi-o ontem e adorei!

      Desculpa se não puder visitar-te hoje, mas tenho estado a tentar uma Coroa de Sonetos sem ajuda da Musa. Não está a ser fácil, mas não quero desistir de forma nenhuma.

      Bom Domingo e um grande beijinho!

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