AMORA
AMORA
*
Gosto da pequena amora:
Selvagem por natureza,
Não se orna, não se decora,
Não prima pela beleza,
Mas toda a gente a devora
*
Todos a levam à mesa,
Ninguém com ela namora
Porque mora em fortaleza
De espinhos, a negra amora
Que engana a fome à pobreza.
*
Mª João Brito de Sousa
19.06.2022 - 10.20h
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Velhos ou belos(?) tempos em que o pessoal se pelava por amoras! Agora, ninguém liga... Lá para Agosto, teremos o Vale cheio de amoras. Este ano parece haver uma boa safra! Saúde e Paz! E muita amora!
ResponderEliminarAmbos, Francisco, ambos...
EliminarPudesse eu ainda passear-me pelas matas e haveria de as colher em quantidade, ainda que ficasse toda picada e arranhada :) Sabem muito melhor quando directamente colhidas das suas "fortalezas de espinhos"!
Saúde, Paz e um fraterno abraço!
Pois de beleza
ResponderEliminarsó que com a limpeza
florestal
só das estufas à mesa Bonito poema MJ
Bela tarde, beijinhos
Bem sei que é essencial limpar as florestas para prevenir os riscos de incêndio, mas uma floresta não é só um montão de árvores de grande porte, é todo um complexo ecossistema do qual as silvas são parte integrante, Anjo...
EliminarDesculpa, mas saiu-me. Até porque é verdade e as verdades devem ser ditas.
Caramba, nem aí, na serra, consegues arranjar umas belas e genuínas amoras silvestres???
Bela tarde para ti também
Beijinhos
Maria João
EliminarGostei do que li...não foi soneto mas foi quintilha e ficou muito bonito.
Gosto de amoras, e faz uma compota também muito boa.
Boa semana e saúde!
Um beijo
:)
Viva, Piedade
EliminarSim, com as amoras conseguem-se belíssimas compotas e geleias, mas... acabo de tomar conhecimento de que as amoras silvestres estão em vias de extinção e que, agora, só há amoras "domesticadas", de estufa...
Se o soubesse antes, ainda tinha posto mais garra nestas duas quintilhas!
Lembro-me dos tempos em que eu e o meu pai nos perdíamos horas e horas por tudo quanto era matagal e das muitas amoras que roubávamos às silvas para com elas nos deliciarmos...
Obrigada e um beijo