"O TEMPO, QUE ESTRANHO ANDA..."

"O TEMPO, QUE ESTRANHO ANDA..."
*
"O tempo, que estranho anda(...)",
Quase parece indeciso
Entre o sorriso em que abranda
E a negação de um sorriso
*
Ora calma, ora granizo,
"O tempo que estranho anda",
Que bipolar, que impreciso
Nos cuidados que demanda
*
E numa louca ciranda,
Sem nos deixar pré-aviso,
"O tempo, que estranho anda...",
Terá perdido o juízo
*
Ou sou eu que dramatizo
O que vejo da varanda?
Sinto mais do que diviso,
"O tempo, que estranho anda..."
*
Mª João Brito de Sousa
16.04.2022 - 10.10h
***
Poemeto criado a partir de um verso/mote de Joaquim Sustelo para uma rubrica do Horizontes da Poesia.

E o tempo anda mesmo
ResponderEliminaraos tropeções
será da velhice, quem sabe ?
Belo fim de Semana de Páscoa
cuidado com as doçuras
que avinagram os Diabretes, beijinhos
Ora, ora, Anjo meu , o tempo nem sente o peso da velhice, nós é que o sentimos e não é pouco...
EliminarOlha que este ano nem uma amendoazita provei... Estive ontem no hospital e espero não ter de lá voltar antes de segunda-feira...
Boa Páscoa também para ti!
Beijinhos
Não há estranheza
ResponderEliminarse maltratamos a natureza...
Eu sei que a um poeta
não se pede nada
que rime
com alteração climática
(a Musa não é confidente de São Pedro
nem São Pedro dá confidências à Musa)
Esta poeta sabe das alterações climáticas sem ter precisado de consultar São Pedro, Rogério :)
EliminarComo ainda há coisas que se agarram à vida com unhas e dentes - ou fundas raízes... - descobri ontem que as jovens olaias do Passeio Vitorino Nemésio já começaram a florir :)
Forte abraço!