CARROSSEL

CARROSSEL
*
O poema é um carrossel
De tinta sobre papel,
Espanto e musicalidade,
No qual o verso se evade
Se nos nasce à flor da pele
*
Fala, às vezes, de saudade,
Noutras, canta a liberdade...
E quem pára um carrossel
No qual tudo se revele
Alma e força de vontade?
*
Mª João Brito de Sousa
24.04.2022 - 10.45h
***

«Nova corrida, nova viagem!» Niguém pára este carrossel. Simples, mas belo.
ResponderEliminarObrigada, Fernando! :)
EliminarSim, são duas simples quintilhas em redondilha maior - o genuíno verso da quadra popular - escritas para uma das rubricas do Horizontes da Poesia...
Um abraço
Hoje cantamos principalmente a liberdade, muito embora também tenhamos saudades da alegria daqueles dias em que tudo nos parecia possível. Como esquecer? Gostei do poema, muito. Ofereço-lhe um cravo vermelho.
ResponderEliminarUma boa semana com muita saúde.
Um beijo.
Bem-haja, Graça!
EliminarAqui canto a Liberdade que consigo quero partilhar:
O TAL VINTE E CINCO
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Aos vinte e cinco foi dia
Quando era de madrugada
E nesse dia a alegria,
Toda a alegria que havia,
Explodiu quando libertada
*
Aos vinte e cinco chorou-se
Pelo motivo contrário
Ao que o estado novo trouxe;
Aos vinte e cinco cantou-se,
Sonhou-se um poder operário!
*
Tantos mil, fomos vontade,
Que num grito, um grito só,
Saudámos a liberdade,
Todos em pé de igualdade
E a pisar o mesmo pó,
*
O pó de todas as ruas
Metro a metro percorridas
Por chaimites, por charruas...
E sonhei, ou vi faluas
Trocar mar por avenidas?
*
Aos vinte e cinco, sonhámos,
Aos vinte e cinco sentimos
O sabor do que criámos
E desse dia guardámos
O que hoje não permitimos
*
Depois? Depois aprendemos,
Porque, pouquinho a pouquinho,
Percebemos que o que temos
São sobras do que fazemos,
Mas mais ninguém está sozinho,
*
Por isso é que sempre urgente
Lutar mais, com mais afinco,
Lutar, tendo bem presente
Que sempre há quem rosne à gente
Que fez o tal vinte e cinco!
*
Maria João Brito de Sousa
23.04.2018 – 09.46h
*
Um beijo