FOLHA

Folha.jpg


FOLHA
*
I
*


Nem com folha nem sem ela


Consigo que a Musa volte


Pra que o verso se me solte


Sobre o cavalo sem sela


De um poema que me escolte
*
II
*
Morto o verso em seu compasso,


Foi-se a Musa, ardeu-me a folha


E à boca, tapou-ma a rolha


Deste tremendo embaraço


De a (es)colher não tendo escolha...
*



Mª João Brito de Sousa


23.02.2022 - 11.25h


***


 


Poemeto criado para uma rubrica dedicada às quintilhas, no Horizontes da Poesia

Comentários

  1. Maria Elvira Carvalho4 de março de 2022 às 14:26

    Com Musa, ou sem ela quem me dera escrever assim.
    Ainda não chegou o livro?
    Abraço e votos de rápidas melhoras.

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    1. Vou já, já ver, querida amiga!

      Saí há poucos minutos do banho e ainda nem almocei...

      Obrigada e até já :)

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  2. Nê nê nê nê
    que a Musa sabe musar
    e a folha regenerará noutra de encantar

    Boa e bela tarde, feliz fim de Semana
    Beijinhos de aqui MJ

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    1. Obrigada e um feliz fim-de-semana também para ti, Anjo

      Beijinhos daqui, do meu quase-mar

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  3. Essa folha, encontrada na rua
    Disse-me tua Musa
    Não ser tua
    A tua, é perene
    Essa é caduca

    Ah, ela diz que acaba de te dar um abraço
    e eu o mesmo faço

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    1. :) São os teus olhos amigos que a vêem assim, Rogério...

      A minha Musa morrerá comigo, é parte de mim; com sorte, talvez fiquem, de nós duas, alguns poemas "escritos no tempo"...

      Devolvo-te dois abraços; um meu e outro da minha Musa

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  4. Abençoada e inspiradora folha! Votos de melhoras.

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