"AS PALAVRAS ME FUGIRAM"

"AS PALAVRAS ME FUGIRAM"
*
I
*
"As palavras me fugiram",
Não sei de nenhuma delas,
Nem sei se se escapuliram
Por portas ou por janelas...
*
II
*
Não sei se presas em celas,
"As palavras me fugiram";
Queria prender-me eu a elas
E elas não mo consentiram...
*
III
*
Quais ruínas que ruíram
Formando pedras singelas,
"As palavras me fugiram"
Montadas nas suas selas...
*
IV
*
Zarparam, alçaram velas,
Nem sequer se despediram;
Olho o céu, não vejo estrelas,
"As palavras me fugiram".
*
Maria João Brito de Sousa
23.10.2021 -19.20h
***
Poemeto criado a partir de um verso/mote de Teolinda Marreiros para uma rubrica do Horizontes da Poesia.
Nota- Esta é uma segunda versão, ligeiramente modificada em relação ao poema original.

ResponderEliminarhmmmmmm fugiram ?
Boa e bela tarde com noite aconchegada MJ, beijnhos
Bem, Anjo... eu tinha que glosar o verso-mote... mas olha que já houve momentos em que fiquei mesmo, mesmo sem palavras...
EliminarBeijinhos
Se há algo que "poetaporkedeusker" domina bem são as Palavras! Saúde.
ResponderEliminarObrigada, Francisco
EliminarForte abraço
As palavras
ResponderEliminarnão têm pernas
nem asas
Não fugiram
Não estão em fuga
Apenas adormeceram
embaladas
por tua Musa