"A MENTE GUARDA SEGREDOS"

I
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"A mente guarda segredos"
Que nem a mente conhece;
Vão de alegrias a medos
E, às vezes, passam a prece...
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II
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Aquilo que transparece,
- "a mente guarda segredos"-,
Não é bem o que parece
Vir-nos à ponta dos dedos
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III
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Nestes poucos arremedos
Em que a palavra se tece...
"A mente guarda segredos"
Que nem a si mesma of`rece
*
IV
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Se bem que o verso se apresse
E se ultrapasse em folguedos,
Nem sempre o riso acontece;
"A mente guarda segredos"...
***
Maria João Brito de Sousa - 17.04.2021 - 10.16h
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Poema criado a partir de um verso-mote de Otília Vieira para uma rubrica do Horizontes da Poesia
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Tela de René Magritte

A primeira quadra
ResponderEliminarmais que guardá-la
adormecerei
a recordá-la
Obrigada, Rogério!
EliminarAcredites ou não, com excepção de "Este Livro Que Vos Deixo", do António Aleixo, só em 2008, na net, entrei em contacto directo com a poesia genuinamente popular. Foi também aqui, na net, que aprendi a escrever décimas, esse magnífico formato a que costumo chamar de "popular/erudito".
Forte abraço!