VEM!

VEM!
*
Vem,
porque a jangada
em que hoje moro,
é tua
e dentro dela a gente alcança a lua
sempre que a lua vem beijar o mar.
*
Vem,
traz os teus remos,
traz as tuas asas,
vamos encher todas as marés-vazas
da poesia que a gente inventar
*
Vem,
semear espantos,
povoar as águas
até (des)afogar as velhas mágoas
na embriaguez do sonho por sonhar
*
Vem,
que a geometria
deste nosso abraço
vai desabar nos braços do sargaço
no qual, felizes, vamos naufragar...
*
Maria João Brito de Sousa - 04.03.2021 - 14.50h
É um belo poema, com ritmo dançante! Gostei muito.
ResponderEliminarAbraço!
Ana Tapadas
Obrigada, Ana!
EliminarSim, foi-me nascendo de improviso enquanto cantarolava mentalmente :)
Forte abraço!
que lindo, tem ritmo, é leve e sabe bem ler! Tem "cheiro" de esperança e ânimo! Adorei, combina com a primavera que está a caminho! Mil beijinhos, amiga linda, e boas leituras/escritas! 🙏🌷🌻
ResponderEliminarObrigada, Sandra! A este, escrevi-o enquanto o cantarolava...
EliminarBom Domingo e um beijinho
Lindíssimo e fascinante de ler.
ResponderEliminarFeliz fim de semana
Obrigada, RIK@rdo!
EliminarDesculpe-me o atraso na resposta, mas deixei de ter acesso ao Horizontes da Poesia (da Ning) através dos links das notificações e o meu trabalho, nestas condições já de si muito más, triplicou. Ando meia perdida...
Abraço e um bom fim-de-semana