"O BARCO LARGOU O CAIS"

"O barco largou o cais"
Ainda de madrugada;
Fez-se ao mar cedo demais,
Foi na direcção errada...
*
Sem ter a rota traçada
"O barco largou o cais"
Antes da hora marcada
E sem ordem do arrais.
*
Não mais dele houve sinais,
Nunca mais se soube nada;
"O barco largou o cais"
De âncora inda fundeada
*
E sem ter a vela içada,
Entre ondas descomunais,
Ao romper dessa alvorada,
"O barco largou o cais".
*
Maria João Brito de Sousa - 08.11.2020 - 12.54h
Poema criado a partir de um verso/mote de Joaquim Sustelo, no site Horizontes da Poesia

E ficou um poema fantástico minha adorada amiga és maravilhosa como amiga, poetisa, e tens um enorme coração! Tens um dom gigante e espero que muitos vejam os teus trabalhos! É sempre um gosto ler-te, uma inspiração. (Num à-parte, já tenho muitas saudades do Horizontes da Poesia e do Joaquim Sustelo). Milhões de beijinhos minha querida, tranquila noite para ti🙏🌷🌼❤
ResponderEliminarObrigada, Sandra
EliminarAcerca desse teu aparte, tens sempre forma de amainar essa saudade; volta ao HP
Beijinho grande
Divino maravilhoso poema, amiga! Lindo, lindo! Cada vez admiro mais teu talento, engenho, cultura geral, com tanto conhecimento em termos náuticos aplicados tão rigidamente corretos, normalmente, dominados por homens com vivência no mar. Além de seres bastante prolífera em teus maravilhosos versos. Parabéns! Abraço cordial! Laerte.
ResponderEliminarMuito grata, envio de volta o meu cordial abraço, Laerte!
EliminarSabes, que mais
ResponderEliminarNão vejo
nem barcos, nem velas
nem rio, nem cais
Mas se o poema diz que o barco largou o cais
que se atrase
para que chegue à hora certa
:) Vou propor ao cais que se atrase um pouco, Rogério, mas não sei se ele me vai ouvir...
EliminarForte abraço
E lá foi
ResponderEliminarzarpou
Um bom e belo dia de Sol com alegria
Beijinhos
Um bom dia de sol também para ti, Anjo!
EliminarBeijinhos