ALÍNEA M

Alínea M
*
Confusa,
julgo ter acordado
ao lado de uma Natália
ainda incompletamente diluída
no esquecimento de um qualquer sonho
que me não recordo de ter sonhado
*
Só essa estranha sensação,
mais do que memória
mas ainda distante do palpável
teima em reocupar um lugar
num tempo e num espaço
a que há muito deixou de pertencer.
*
Agora debruço-me da janela,
creio ver decompor-se o mito de Medeia
na terra adubada da floreira do vizinho
e não, não posso jurar que esteja acordada,
Tudo se me enevoa diante dos olhos.
*
Piso finalmente o chão
e ergo-me do sonho
depois de despidas as ilusões.
*
Nenhum ouro,
nem sombra de alquimia;
Medo não nasceria dessa matinal estranheza.
*
Maria João Brito de Sousa - Outubro, 2020

minha amiga tão querida, fico sempre encantada de te ler! Consegues deixar sentimento em tudo, e contigo as palavras tornam-se sempre algo muito especial milhões de beijinhos desta tua amiga e admiradora, e feliz tarde🌻🌷🌼🍀
ResponderEliminarMuito obrigada pela tua eterna simpatia e condescendência, Sandra.
EliminarEstive dois dias com este texto pendurado nos ficheiros. Não lhe via grande qualidade e nenhuma utilidade, portanto.
Hoje, na ausência de melhor, lá me decidi a publicá-lo...
Milhões de beijinhos para ti que, neste universo virtual, não há vírus terreno que se propague
🌷🌼🍀🌻❤
EliminarPelo menos são bons
ResponderEliminarque os maus
aceleram o coração e os tons
Beijinhos e um belo dia
que o Sol brilha já radioso
A sério, Anjo??? O meu coração só acelera quando escrevo os bons... os "nem por isso" não conseguem acelerar-me nada...
EliminarObrigada e outro beijinho
OH! Quando a falta de inspiração fica tão inspirada... eu vou para a terra adubada da floreira do vizinho!...
ResponderEliminarBeijinho, querida Maria João!
Não vá, não vá! Olhe que se enreda todo/a no labirinto do Minotauro
EliminarBeijinhos