TEMPESTADE NO MAR

tempestade no mar.jpg


TEMPESTADE NO MAR
*

I
*
Que grande, o mar nesse dia!


E como as velas vergavam


Enquanto os homens tombavam


À conta da ventania


Sem saber se esse seria


O dia em que não voltavam...


As companheiras rezavam


Mas nenhum deus as ouvia


Que o mar irado rugia


Bem mais do que elas clamavam.
*


II
*


Depois, tão subitamente


Quanto chegara, partiu,


Ficou sereno o navio,


Respirou fundo essa gente


Que vira a morte de frente


Sofrendo-lhe o sopro frio;


Chorou essa gente.. e riu,


Que assim reaje quem sente


Tão forte e profundamente


O que essa gente sentiu.
*


 



Maria João Brito de Sousa - 25.08.2020 - 12.55h


 


Tela de Rembrandt, retirada daqui


 


 

Comentários

  1. Não me é nada fácil comentar poesia com tanta beleza e elevada qualidade.
    Direi então, somente, que gostei muitíssimo deste poema.

    Um beijinho, Maria João.
    Desejo, sinceramente, que melhorem todas as dores e males que de momento a afligem.

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Janita!

      Bem preciso que parte desse seu desejo seja cumprido muito rapidamente... as dores na perna, bem como o edema e o rubor continuam a massacrar-me a paciência e os antibióticos, até agora, estão a aliviar-me tanto quanto coisa nenhuma...

      Beijinho

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  2. Depois da Tempestade
    a alegria da Bonança
    e o repouso que não cansa

    Beijinhos e um belo dia MJ

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  3. Depois da tempestade, vem a bonança.
    E depois da tormenta vem este poema a alegrar todos.
    Gostei muito.
    beijinhos
    Piedade Sol
    http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/

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