CORRER ATRÁS DE GAIVOTAS

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CORRER ATRÁS DE GAIVOTAS


I



Corria atrás das gaivotas


Dando um nome aos sentimentos


Só parando por momentos


Pra farejar novas rotas


E os ecos de algumas notas


Já desfeitas em fragmentos


Da pungência dos talentos


Que nunca pagaram cotas


Mas disputam, sem batotas,


Um tempo nos novos tempos.
*


II


Corria atrás de uma urgência


Que não tem nem terá nome,


Quase sede, quase fome


De longínqua intercorrência


Com uma rara paciência


Que nunca haverá quem dome,


Haja embora quem a tome


Por profunda incoerência...


Tomo-a eu por dependência


Que, a mim, também me consome!
*



Maria João Brito de Sousa - 03.08.2020 - 10.00h


 


 

Comentários

  1. Sem quota significativa
    neste jogo de palavras
    as gaivotas que esvoaçam
    aos sentimentos dão asas

    E voando independentes
    ao sabor de gostos vários
    os sonhos impertinentes
    não conhecem inventários.

    Beijinhos, Maria João.
    Boa semana

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    Respostas


    1. "Não conhecem inventários"
      Nem de notas se alimentam,
      De salários ou... notários;
      Estas notas se contentam

      Com vôos imaginários
      E até quando comentam
      - loucos mas não perdulários! -
      De novo se reinventam!

      Muito obrigada e outro beijinho, Janita

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  2. Há que perseverar
    há que Gaivotar
    a essência da vida com saúde

    beijinhos e um belo dia com alegriaMJ

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    Respostas
    1. Saúde física, não tenho lá muita, não, Anjo, mas não posso queixar-me nem um bocadinho da minha saúde mental

      Além do mais sou uma privilegiada poliglota, rsrsrs; uivo, grasno, arrulho, ladro e mio fluentemente

      Obrigada e beijinhos também para ti

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