BEM ME CALHAS, MAL ME FALHAS!

BEM ME CALHAS, MAL ME FALHAS!
I
*
Bem me calhas, se não falhas!
Se de ti não vir sinais,
Vão-se-me os sonhos reais
E não sei viver de tralhas,
Por isso vê se trabalhas,
Ó Musa dos imortais,
Dos sonetos que não trais,
Do saber com que retalhas
Texturas e fios de malhas,
Desfazendo os nós finais,
*
II
*
Que os que escrevo, quais mortalhas
Cobrindo os restos mortais
Dos que não navegam mais,
Lembram-me inúteis cisalhas,
Já queimadas acendalhas,
Fogachos acidentais,
Caqueiros ornamentais,
Manta que nada agasalha
Impregnada da poalha
De uns versos mortos no cais!
*
Maria João Brito de Sousa - 19.08.2020 - 15.30h

Gostei de ler Maria João.
ResponderEliminarAbraço e saúde
Obrigada, Elvira!
EliminarUm tanto ou quanto à "martelada", mas lá nasceram, estas duas décimas.
Forte abraço e muita saúde!
Pois e mais pois
ResponderEliminarque assim anda o Mundo
vagabundo
e aqui o Verão
deu-me com um escaldão nas pernas
Bela noite MJ
beijinhos
Pobre de ti, Anjo
EliminarEsses escaldões são perigosos e doem que se farta! Vê lá se tens cuidado com isso e deixas que o escaldão desapareça antes de te pores de novo ao sol...
Beijinhos e a continuação de umas excelentes férias
Jamais os seus versos morrerão no cais, comi já comentei noutro lugar.
ResponderEliminarUm grande, grande beijinho
Obrigada, querida Mea!
EliminarEstes iam mesmo morrendo no cais... tive de os arrancar à Musa num verdadeiro braço-de-ferro...
Um grande, grande beijinho