NÓS, MÃES DO SONHO ABSOLUTO

PCP Catarina.jpg


 


Sem ter provado o tal fruto,


Sem ter aberto a caixinha,


Sem sequer qu`rer ser rainha


Senão deste meu reduto,


Vi-me coberta de luto,


Chamaram-me erva daninha,


Mentirosa, vil, mesquinha


E outras coisas que refuto


Ante um mundo em estado bruto


Contra a força que em mim tinha,


 


Mas sou mil, não estou sozinha,


E hei-de ser sempre o produto


Daquilo por que hoje luto


Numa luta também minha


Que é humana e que acarinha


Todo o ser que entendo e escuto...


Em tudo quanto executo,


Minha paixão se adivinha;


Raízes da mesma vinha,


Nós, mães do sonho absoluto!


 


 


Maria João Brito de Sousa – 08.03.2018 – 10.25h


 

Comentários

Mensagens populares