A CASA DA POESIA (no Dia Mundial da Poesia)

SINCELO.jpg


 


Minha casa é de sincelo,


vítrea, pequenina e fria


e eu, a quem tudo arrepia,


mesmo assim gosto de vê-lo


construindo algo de belo


na velha casa vazia


do tanto que antes havia,


do tanto que hoje, esquecê-lo,


erro fora e, a cometê-lo,


eu jamais me atreveria.








Na velha casa, congelo,


mas é grande a sintonia


entre quanto me avaria,


e este Inverno... só por sê-lo.


Nesta casa - o meu castelo -


há quanto eu desejaria,


que a minha filosofia


é ter pouco, é ser singelo,


é cuidar, com gosto e zelo,


da casa da Poesia!





Maria João Brito de Sousa


21.03.2018 – 11.8h


 

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