POR TER SEDE, FUI À FONTE

Por ter sede, fui á fonte.jpg


Quis matar a minha sede,


Mas secara o fontanário


E a sede, pelo contrário,


Cresce mais, já nem se mede,


Ninguém, nem nada a impede


De ir-se tornando um fadário...


 


Tenho sede quanto baste


Para encher o mundo inteiro


De outra que nos vem primeiro,


De uma que não tem desgaste,


Mesmo que a água me arraste


Como às algas, num ribeiro.


 


Não a mato; mata-me ela,


Pois sem água ninguém vive


E a sede que tenho e tive


Não se vai, nem se protela,


Com esta gotinha dela;


Tenho sede de ser livre!


 


 


Maria João Brito de Sousa – 02.09.2017 – 22.18h


 


(Reservados os direitos de autor)


 

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