SEM PALAVRAS
SEM PALAVRAS
Colhi todas as palavras,
Sem palavras fui ficando,
Mas outras foram brotando
Sempre livres, nunca escravas,
Ora mansas, ora bravas,
Da leira em que as fui plantando.
É delas que me alimento,
Só por elas vivo ainda;
Nunca a sementeira finda,
Nem se nega a ser sustento,
Pois dá fruto suculento
Semente que foi bem-vinda
E da leira improvisada
Que o meu corpo se tornou,
Brota o que me saciou
Da fome de não ter nada...
Por agora saciada,
Hoje, a colheita parou.
Maria João Brito de Sousa – 09.08.2017 – 11.57h

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