LOUCURA COM LUCIDEZ...

LE BAISER - Rodin.jpg


 


Meu amor do riso triste,


Velado por mil porquês;


Sou aquela, que nem viste,


Dentro desta, que hoje lês





E se, acaso, o verso insiste


Em vir beijar-me outra vez,


Lembro a mulher de quem riste,


Por detrás da que nem vês...





Quando, em tempos, me puniste


Com tão crua insensatez,


Sei que não me descobriste





Pois, na própria embriaguês,


Tropeçaste e confundiste


Loucura com lucidez...











Maria João Brito de Sousa – 07.08.2017- 15.43h


 

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