DEAMBULANDO

MERGULHÃO AUSTRALIANO.jpg


 


Quando ando a deambular


Pelos corredor`s da vida,


Fico por vezes perdida,


Mas acabo por voltar


À velha “porta de entrar”


Que também serve a saída...





Deambulando em sextilhas


De redondilha maior,


Irei por aonde for,


Percorrerei muitas milhas


De continentes ou de ilhas,


Dessas que já sei de cor





E se, acaso, acontecer


Não me recordar de alguma,


Volto ao mar, pergunto à espuma;


-“Como me pude perder?”


A espuma há-de responder


Que deixe passar a bruma,





Que olhe o Sol, que oiça as estrelas,


Que siga as indicações


Do grito dos mergulhões


Que conseguem entendê-las


E que nunca vá perdê-las


Noutras deambulações...





Ouvirei atentamente


E, depois de traduzido


Cada som que seja ouvido,


Será dia e, num repente,


Poderei ver claramente


O meu rumo, antes perdido.








Maria João Brito de Sousa – 07.08.2017 – 10.16h











 

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