PRIMAVERA
SONETILHO
Por não ter quem a saudasse,
Por nem ter o Sol à espera,
Chegou, sem que eu a notasse,
Uma nova Primavera
E, por muito que eu gostasse
De não parecer severa,
Vendo-a chegar neste impasse
Prefiro ser-vos sincera;
Quem me dera, ai, quem me dera
Que, agora, o Sol se mostrasse
Rompendo a abóboda austera,
Que esta nuvem se afastasse
E que não fosse quimera
Crer que este Inverno amainasse...
Maria João Brito de Sousa - 21.03.2017 -08.13h

Viva a Primavera e os lindos poemas! beijinhos
ResponderEliminarObrigada, Fashion.
EliminarInfelizmente, ainda estou muito longe de um ritmo de produção poética normal, para mim. Este sonetilho pode ser "bonitinho", mas limita-se a estar tecnicamente correcto e a aflorar a superfície das coisas... "quem me dera, ai, quem me dera" conseguir reunir as condições mínimas para poder sair deste "pousio induzido" e voltar a entrar numa "fase fértil"... beijinhos e festinha.
A Maria João, tomo a liberdade de assim a tratar, e a sua incessante busca da Perfeição Poética!
ResponderEliminarAnexo-lhe ligações, com dois conjuntos de quadras simples. Subordinadas à temática da Primavera.
http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/primavera-das-flores-30268
http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/primavera-e-esperanca-30162
Fez muito bem, Francisco, fez muito bem em tratar-me pelo meu nome próprio e deixar-me à vontade para retribuir.
EliminarIrei, de seguida, visitar essas quadras , estrutura poética de que gosto muitíssimo e cujo envio desde já muito lhe agradeço.
Quanto ao facto de eu procurar a perfeição... sim, penso que a procuro em cada um dos meus poemas e, no final, nunca paro para ver se o poema está bem, mas sim para verificar se poderia estar ainda melhor... infelizmente não tenho andado nada bem de saúde, ultimamente, e este período tem-se vindo a revelar uma longa e penosa "fase de pousio".