DE JUBA NEGRA A ESFREGONA
Nem espanador, nem vassoura...
Mais me parece um esfregão
Desses de limpar o chão,
O meu, que não viu tesoura
E há vários anos me agoura
Uma estranha antevisão;
Crescer tanto que a razão
Se me perca, porque estoura...
(Atenção! Nunca fui loura,
antes foi côr-de-carvão,
negrinha como um tição,
a minha juba de moura)
*
Agora, sal e pimenta,
Quis responder-lhe em soneto,
Maria João Brito de Sousa
05.12.2016 - 15.19h
Conversando sobre cabelos com Maria da Encarnação Alexandre
(Na sequência do soneto "DE ESPANADOR A TIGELA" de Maria da Encarnação Alexandre)

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