SONETILHO III

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Que tens tu, poeta triste?


Não te bastava a paixão


ter-te apanhado à traição,


no mesmo instante em que a viste,


 


Quando passou, verso em riste,


rima fácil - de canção... -,


para exercer a atracção


que ousou, quando resististe?


 


Eu não te vi de outra forma,


senão assim, grande, imenso...


e sempre fugindo à norma,


 


Tal como eu, segundo penso,


sou quando um verso me adorna,


desde que, em mim, seja intenso...


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 31.08.2016 - 18.59h


 


 


Ainda ao meu avô poeta, António de Sousa


 


 


(na fotografia, ao colo de seu pai, António Joaquim de Sousa Júnior)


 


 


 

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