OS POETAS TAMBÉM COMEM- Acróstico

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(Acróstico em redondilha maior)


 


Ora digam-me a verdade;


Sabendo que nós, poetas,


 


Privados de bens e "tretas",


Obrigados - sem vontade... -,


Enterrados - quem se evade? -,


Torturados e sem metas,


Abrindo as portas correctas


Sobre a própria Liberdade,


 


Teremos - ou não... - direito


A comer - inda que pouco... -,


Mastigando, a cada soco,


Bocados de algo sem jeito


Em que só não vê defeito


Mente que seja a de um louco...


 


Comemos! Comemos, sim,


Ordens de "corte de esmola",


Mas não coisa que consola


Este estômago que, enfim,


Maldiz ter nascido assim...


 


 


Maria João Brito de Sousa - 26.07.2016 - 11.59h


 


 


 


Escrito agora mesmo, de corrida, na sequência da leitura de um poema de ARIEH NATSAC.

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