BARÓMETRO

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Vou na barca alvoroçada


pelas vagas de marés


que inundam qualquer convés


e, não fosse eu experimentada


nesta vida de embarcada,


não fincasse eu, nela, os pés


quando ela, de lés a lés,


é, por ventos, fustigada


com força tal que, assustada,


estremeço mais que uma vez,


 


Talvez nunca mais voltasse


e, escondida no porão,


gritasse, à barca, que não,


que comigo não contasse,


que jamais me questionasse


sobre a minha decisão,


pois nem mesmo a punição


faria com que aceitasse,


ou que, ao menos, ponderasse,


do que eu sinto, a negação...


 


 


Maria João Brito de Sousa – 15.05.2015 – 18.11h

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