PARADOXO


 




No geométrico azul do teu olhar
bebi,
no aço frio da tua ausência,
uma absurda certeza de te amar
em tragos da mais pura transparência

e tu,

que em mim cumpriste a divindade
no ritual dos corpos partilhados, 
fazendo-me florir, frutificar,
és cego, surdo e mudo
à minha essência.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 1999

Comentários

  1. “Luxo e lixo”

    Sociedade luxo e lixo
    Sociedade tudo e nada
    Vale mais um capricho
    Que a vida desgraçada

    Do ser que foi arrastado
    Levado pela enxorrada
    O ter é vangloriado
    Dignidade é acossada

    Qualquer ser é ignorado
    O ter seca à sua volta
    Matando a humanidade

    Tudo está condicionado
    Sobra apenas a revolta
    Transformada em ansiedade.

    Cara Maria João publiquei aqui porque não consigo aceder aos outros blogs !?!?

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    1. Poeta, não sei o que se passou... que eu não consiga aceder a certas plataformas, parece-me perfeitamente natural porque eu sou muitíssimo ignorante em termos informáticos... mas não é o seu caso!

      Pode ser que seja passageiro. Uma qualquer indisponibilidade temporária cuja origem me transcende completamente... vou responder aqui mesmo, também eu

      Consumismo oportunista
      E outros defeitos que tais,
      São "a morte do artista"
      Mas vão enchendo os jornais...

      Se esta vida é palco e pista
      Da ambição dos mais banais,
      Há-de haver quem não desista
      De aprender, de saber mais,

      De informar-se e de afirmar
      Que a vida, afinal, valeu
      Esse esforço de a moldar,

      Que ainda não se perdeu
      O "sabor" de nela andar,
      Nem o sonho "arrefeceu"...

      Maria João

      Cá vai com o abraço do costume! Depois diga-me se os outros blogs já e decidiram a ficar acessíveis, está bem?

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    2. Desastre dos desatres, Poeta! Eu própria não consigo aceder ao meu blog... já preenchi um formulário de ajuda para a equipa de socorro do Sapo. Estou a ver no que isto dá

      Tudo o que me aparece neste endereço - o meu endereço! - é uma homepage da Neoworx...

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    3. Pois era precisamente isso que me aparecia, espero que o pronto socorro chegue rápido.

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    4. No outro blog,

      asmontanhasqueosratosvaoparindo
      http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt

      acontece precisamente o mesmo, a única porta de entrada que descobri foi o liberdades poéticas.

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    5. ... tenho o coração apertadinho, apertadinho, Poeta...

      Como já fiquei sem o Pekenasutopias, na Blogspot, receio muito que me aconteça o mesmo a estes...

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    6. Creio que isso não vai acontecer porque o link acede aos blogs, só que depois aparece o tal outro "Neoworx", estou convencido que a equipa do Sapo vai conseguir solucionar a situação.

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    7. Ai, Poeta! Também eu!!!

      Estou mesmo aflita, acredite!

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  2. Respostas
    1. Ai, Poeta! Ainda não tive resposta do Sapo... bem, eu já não confio lá muito nos meus olhos. Vou ter de procurar, novamente, na caixa de correio, mas ainda não vi nada e continuo com o coração muito apertadinho...

      Vou agora ver o Chá!

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  3. “Espírito serei”

    Espíritos que fluem no ar
    A vós eu me juntarei
    E será p'ra não voltar
    Pois espírito então serei

    Será a vez de descolar
    Utilizando a vossa lei
    Terei aprendido a voar
    Desse facto desfrutarei

    Entretanto vou abrindo
    As minhas penas ao vento
    Para o vento me ensinar

    Minhas asas vão fluindo
    Controlo seu movimento
    P'ra quando esse dia chegar.

    Tenho que continuar a visitar este blog, pois nos outros 2 acontece-me exactamente o mesmo do que ontem, apesar da ajuda que o sapo lhe deu.

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    1. Poeta, estou temporariamente incapaz de poetar, depois deste balde de água fria que foi descobrir que não descubro mesmo nada no Poetaporkedeusker... nem sei como lá consegui entrar esta tarde... agora voltou a página da Neoworx... mas fui lá "dentro" e não encontrei nem vestígios dos contadores ou da antiga "configuração intermédia" que, tanto quanto recordo, era onde eu colocava os tais widgets e outros "extras"

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    2. Acho que consegui, Poeta! "Derreti" os poucos neurónios que ainda não entraram em greve e fiquei quase sem conseguir ver as teclas, mas penso que consegui!!!

      Dei impulso aos meus neurónios
      E penso ter conseguido
      Deitar fora os tais "demónios"
      Do "percurso proibido"...

      Foram-me "ao ar" dois axónios
      E ficou comprometido
      O trabalhinho dos nónios
      Que já estava empreendido,

      Mas... penso estar funcionante
      E pronto a ser visitado
      O lugar que vi distante

      Neste blog atribulado,
      Há tanto tempo habitante
      Deste espaço... ou deste lado

      M. João

      Ai, Poeta! A seguir vou já tentar retirar o contador deste Liberdades, não vão os algoritmos tecê-las Obrigada e um abraço grande!!!

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    3. ... que estranho! Não estou a conseguir tirar o contador deste blog... não é Neoworx, é Statcounter, mas nem sequer o consigo encontrar...

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    4. Já consigo entrar no poeta pk deus ker, não consigo é comentar nem ver os comentários antigos !!!!!??????

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    5. Espero que a situação se vá recompondo aos poucos!

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    6. Ai, Poeta
      Não me diga! Estava agora a ouvir o rádio quando vi esta mensagem no correio e vim ver... acho que retirei coisas demais vou ver se me entendo com aquilo...

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    7. Não sei como, activou-se a moderação de comentários - penso eu... - com efeitos retroactivos e até para mim! Tentei aprovar, mas não deu... vou ver se dá um, pelo menos... é que nem eu posso comentar...

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    8. Poeta, Já autorizei todos os comentários possíveis e imaginários, já tentei só um, já fiz mil e uma tentativas de comentar... e a única coisa que ficou publicado foi um emoticon destes Não estou a perceber nada disto!

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    9. Nem faço ideia de quantos comentários já aprovei, Poeta... eles não desaparecem depois de eu os aprovar... e nem sequer vejo a opção de permitir comentários sem moderação, que era o que eu tinha antes...

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  4. Eu graças a Deus,não sou cega,nem sou surda,nem sou muda,portanto,este poema simplesmente não me comoveu!!

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    1. Que bom para ti, Melguinha.

      A propósito, não acredites quando - e se... - te disserem que o principal propósito da poesia são a comoção e o choro fácil. Palpita-me que já o tenham feito...

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    2. Por acaso,nunca me disseram isso!! Mas muito obrigada pela lembrança!!

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