UM "CANTO" AO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
Poema rubro e disperso,
És razão, discernimento,
Compulsão, frustrado intento
De tudo dizer num verso
Que, não tendo cama ou berço,
Medos nem constrangimento,
À v`locidade do vento
Crias teu próprio universo
E, sem tornar-te perverso,
Me tornas mero alimento,
Não sei porque te amo assim,
Da maneira apaixonada
Que transforma tudo e nada
Numa parcela de mim
E, mesmo perto do fim,
Escrever-te e sentir plasmada,
A vermelho debruada,
Cada flor do meu jardim
Como se, em vez de alecrim,
Fosse em cravos transmutada
E, assim, fizesse sentido
Tudo aquilo que vivi
Ou fosse apenas por ti
Que eu tivesse acontecido
E o que por mim foi vivido
Me ditasse o que escrevi
Desde o dia em que nasci,
Ou me houvessem garantido
Que um canto, a este Partido,
Mo diria, só por si…
Maria João Brito de Sousa – 06.05.2014 – 14.51h

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