AOS QUE SE ACENDEM NA LUTA!


 


(Décimas)


 


 


Aos que se acendem na luta,


Aos que se apagam na fome,


Aos que vão morrendo em nome


De uns banais filhos da puta


Que lhes roubam, da labuta,


Quanto lucro os engordou,


Lá, onde o lucro os cegou


E onde a garra do poder


Que não pára de crescer


Cruamente se fincou


 


Sem que os direitos de um povo


Fossem, sequer, respeitados,


Garantidos, preservados,


Tudo a bem de um “mundo novo”


Que el` condena e que eu reprovo


Na palavra e nas acções


E até nas contradições


A que el` venha a estar sujeito


Pela mão de um burro eleito


E outros tantos aldrabões,


 


A todos esses, a quantos


Sem descanso resistirem


Mesmo se um dia caírem


Na dureza dos quebrantos


- que serão certos e  tantos… -


Mas  que nem por isso lentos,


Possam ficar sempre atentos


Sem mudar de direcção,


Sempre opondo a voz do não


Aos subornos truculentos,


 


À luta dos companheiros,


Àqueles que nas “barricadas”,


Sem espingardas, nem granadas,


Que no frente a frente, inteiros,


Com a força de guerreiros,


Contra tal barbaridade


Ergam presença e vontade,


Deixo os versos que escrever!


Depois, venha o que vier,


Terei estado entre os primeiros!


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 18.11.2013 - 21.02h


 

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