O MEU ABRAÇO! - Em treze sextilhas feitas à pressa, em cima do joelho


 


 


Poemas, em clandestino,


Irão ter um bom destino


Que não a velha gaveta


E eu vou tendo bons motivos


Para os conservar bem vivos


Pois não são coisa obsoleta…


 


Sei que os devo partilhar


Por isso não vão ficar


A enfeitar-me a mesinha


Ou a servir de suporte


Pr`a caneta ou pr`ó desnorte


Que de nós já se avizinha,


 


Mas, assuntos pessoais


Ou questões menos banais


Ficam pr`ó espaço concreto


Da conversa pessoal,


Olhos nos olhos, falando,


Esclarecendo e questionando


Como faz qualquer mortal…


 


Se a ligação se mantém


E caso eu me sinta bem


Porque a saúde melhora,


Decerto vos deixarei


Uns poemas que criei


Como o que publico agora


 


Mas, de momento, o que faço


É deixar um grande abraço


E o meu agradecimento


Neste Horizontes da paz


Que tanta falta me faz


E que aind`hoje sustento


 


Meu sorriso, persistente,


Mostra bem que estou consciente


Da decisão que tomei,


Mas a minha gratidão


Não se esgota nesta acção


De dizer o que pensei


 


E friso; só a presença


Pode fazer a diferença


E garantir que isto mude


Pois mantenho, com firmeza,


Que tenho toda a certeza


Das razões desta atitude 


 


Mas não estando bem segura


De que a “coisa” tenha cura


Sem nenhuma explicação,


Dir-vos-ei que, inversamente,


Só me darei por contente


Se descoberta a razão 


 


“Do outro lado da estória”!


Tenho paciência e memória


E aguardo, muito serena,


Sem guardar qualquer rancor


As presenças que melhor


Mostrem que valeu a pena


 


Invadir privacidades,


Sugerir prioridades,


Impedir publicações


Sem perguntar-me, sequer;


- Amiga, pretende, ou quer,


ouvir as minhas razões?


 


Não conheço, à “estória”, a fonte


Mas tendo um largo horizonte


De suspeitos desta “acção”,


Decidi que, desta forma,


Tendo o silêncio por norma,


Não entro em contradição


 


E mantenho o meu juízo


Porque dele muito preciso!


Faz-me falta, dá me jeito


E produz, naturalmente,


Sonetos e sono justo


Que outros tantos só a custo


Alcançam, mesmo à tangente…


 


Doente - mas bem-disposta! –


Sei bem que ninguém desgosta


De conhecer a razão


Que levou esta poeta


A tornar-se tão… “secreta”


Por auto preservação!  


 


 


Maria João Brito de Sousa – 18.05.2013 – 21.26h

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