SEM TÍTULO NENHUM


Esculpo-me,


em silêncio,


na memória das horas


por onde caminho incólume


até à indecisão da última esquina


*


Tempero


a espada da lucidez


e devolvo-me ao poema


no fio dos meus indecifrados sonhos


*


 


Guardo-te,


desassossego,


para o reboar dos sinos,


para o galope dos corcéis,


e para as desilusões do não vivido


*


Virei por ti


no dia em que for tarde demais para escrever!


*


 


Maria João Brito de Sousa – 25.11.2012 – 21.27h


 


 


 


IMAGEM - Getação Floral - Maria João Brito de Sousa, 1999


 


 


 

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