VERDADE E... CONTRÁRIOS
Bebi verdade e contrários
De um milhão de versos vários
Nascidos de uma tal sorte
Que formaram corolários
De uns julgamentos primários…
Ninguém me adivinha o Norte!
Mil poemas, como este,
Da mesma doçura agreste,
Foram por mim cinzelados…
Tu, que me julgas a Leste,
Espelhas nos versos que leste
A mulher feita em bocados,
Mas nem mesmo adivinhaste
Donde lhe vem tal contraste,
O que a move ou por que escreve…
Dirás que talvez lhe baste
Enfrentar todo o desgaste
De quem a escrever se atreve…
Bebi mentira, invenção,
Mastiguei quanta ficção
Se engendra na “esfera azul”
Silenciando a razão
Pela qual, à criação,
Ninguém descortina o Sul…
Maria João Brito de Sousa – 06.09.2012 – 17.48h

ResponderEliminaristo sim que é Poetar...e ser assim...
EliminarEscrevi-o enquanto estava sem sinal de ligação, Anjo... estava no meu mural a tentar ler uma amiga quando, de repente, fiquei sem net... já voltou, mas ainda tem um sinal fracote...
Obrigada e um abraço grande pelas tuas palavras
Eliminarnão é qualquer
que as sabe desenhar....
Obrigada, Anjo!
EliminarTem de se pôr corpo e alma num poema, lá isso é verdade... é preciso coragem e muito trabalho... muitos pensarão que não, mas olha que é mesmo preciso muito trabalho...
Embora não seja - nem nunca venha a ser... - um "negócio rentável", é um trabalho como qualquer outro...
Uma feliz noite para ti, Anjo
eu sei....feliz noite
EliminarCaramba! Até me fizeste vir as lágrimas aos olhos com esse "eu sei"... obrigada, Anjo!
Eliminarpor isso nunca quis ser poeta, pintor ou musico...
Eliminarsomos magriços...e eu acho que entendes....Muito bonita noite
e um belo sono embalado numa brisa calmante...
acho que sim... mas não sei...
EliminarNoite serena e calma, Anjo