METÁFORA - O Manifesto
METÁFORA
(Manifesto)
*
Eu digo-te
que o sol floresce limpo
sobre o estrume das aparências
e que as palavras são casas nas cidades da voz
*
Digo-te
que as ruas são mãos a (re)pousar,
que as estátuas de pedra são canções
e que as canções são luas, de tão brancas…
*
Dir-te-ei,
vez por outra,
que as plantas são mulheres e homens
cansados da colheita improvável,
que os dias – todos eles –
são movimento,
que as noites são o esconderijo
dos sonhos à espera de acordar
e que os muros são pontes entre agora e depois
*
Falar-te-ei de passos sem distância,
de espaços sem medida,
de memórias sem tempo
e de gente sem medo de morrer,
mas jamais me ouvirás falar de renúncia
enquanto o murmúrio me for permitido
na cidade da voz libertada
*
Também a metáfora se come, se bebe
e não sabe render-se enquanto viva
*
Maria João Brito de Sousa – 03.09.2012 – 18.12h
Imagem retirada do jornal "Avante!" - Guernica, Pablo Picasso

ResponderEliminarnão é por nada
mas tenho orgulho
de quem escreve assim...sem fim....
um sono feliz MJ
Ah! Serão as metáforas? Hoje tomaram conta de mim e não lhes pude resistir, heheheh...
Eliminarquase me ía passando ao lado
ResponderEliminarde tão entretido com as pikenas...
bela e feliz noite
Quais pikenas, Anjo? Espera lá que eu acabo de retomar a ligação e não estou a ver de que falas...
Eliminarde umas pequenas de Lisboa
Eliminarque despareceram da blogosfera
e de novo apareceram....
joca e feliz noite MJ
Eheheheh... pikenas de carne e osso, mesmo...
EliminarFeliz noite, Anjo
Adoreieste versejar ,tão bonito, tão terra a terra, tão fulminante no meu coraçãoBeijo muito amigo!
ResponderEliminarE eu adorei ver-te por aqui, minha Ligeirinha!
EliminarAbraço grande, grande!