VIRÃO DE TODOS OS CANTOS!
Vejo chegar um operário,
Uma professora, um monge…
Vêm de perto e de longe
E alguns nem têm salário
Vêm mais; são multidões
Que, enchendo as veias das ruas,
Depressa as tornam tão suas
Como as letras das canções
São todos os que produzem
E os que o não podem fazer
Apenas por não saber
Evitar que outros os usem
Vêm de todos os lados
Lembrar que a democracia,
Se neles se consubstancia,
Os não quer tão defraudados
É deles a força dos braços,
Deles a rua conquistada,
Deles a vontade e a espada
Na bainha dos cansaços,
Deles que o sentem, deles que perdem
Quanto os fizerem pagar,
Mas ninguém pode obrigar
Porque o não querem… nem cedem!
Maria João Brito de Sousa – 30.07.2011 – 15.57h

Gente daqui, Gente de mim
ResponderEliminarGente de coração
com emoção negada,
Gente com estória
por muitos ignorada,
Gente de luta
sem conquista atribuída,
Gente de trabalho
sem obra reconhecida,
Gente que um dia
de sua Terra partiu,
Gente que numa madrugada
do silêncio emergiu,
Gente que faz pão
de seara moída,
Gente de sabedoria
de uma vida vivida,
Gente que no fado
tem seu destino traçado,
Gente cujo discurso
é seu corpo suado,
Gente daqui, Gente de mim
Gente de todo o lado.
:) Voltei! Estou dispensada... até ver. Se for por muito tempo, é bom sinal!
EliminarEste seu poema está mesmo muito bom! gostei imenso dele assim, sem obrigatoriedade métrica! Eu, de vez em quando, também escrevo desta mesma forma; sem obrigatoriedade métrica e, por vezes, sem rima nenhuma. Escrevo mais sonetos porque... olhe, nem eu sei porquê! Apaixonei-me por eles em 2007 e tem sido até agora... mas gosto muito de fazer poemas não rimados e tenho alguma pena de não fazer mais do que faço...
Abraço grande! :)
O seu está dez vezes mais bonito que o meu, mas também que diabo, cada um no seu lugar. E no final o que importa é a homenagem a esta gente suada.
ResponderEliminar:)) Ora é isso mesmo! afinal eu, praticamente só faço isto! Tenho a obrigação de ter muito mais prática :))
EliminarPoeta, não vou poder responder agora o seu poema. Infelizmente adoeceu uma pessoa amiga a quem eu tenho de fazer alguma companhia. Vou tentar voltar ainda hoje! Deixo a net ligada, mas não estarei em casa senão quando a minha presença já não for absolutamente necessária. Até mais logo!
Eu retrato do nosso país, que de momento vai de mal a pior...
ResponderEliminarEspero que isto mude rapidamente :/
Excelente poema Maria :)
Obrigada, Paper! :) Vim à net acorrer, só para publicar este - no post a seguir - poema que me nasceu quando eu estava a tentar fazer uma pequena pintura para uma amiga. Parece que vêm quando menos esperamos! A pintura ficou por nascer, vê lá tu! Vou só publicá-lo no site de um amigo que me fez uma GRANDE homenagem - ele diz que é pequena... -
Eliminare tenho de continuar a tentar produzir qualquer coisa em pintura... não posso ficar pela net até ter este compromisso cumprido. Beijinho!
* onde se lê "eu" deve ler-se "um" :P
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