FADO DE CADA UMA DAS NOSSAS CAMINHADAS


 


 


Não sei negar meu caminho


E contorná-lo, não sei…


Afirmo, embora baixinho,


Que jamais o negarei!


 


Se eu me perder na jornada


Que me importa? Caminhei


Ao longo da mesma estrada


Em que um dia me encontrei…


 


Os passos que já lá vão


Nunca os darei por perdidos…


Quanta vez em contramão,


Negando os cinco sentidos,


Descobri que as transversais


Estavam todas ocupadas


Por quem sabia bem mais


Das suas próprias passadas…


 


Leve-me ele onde levar,


Irei de boa vontade


E os passos que eu souber dar


Serão a minha verdade,


A que desabrocha em fruto


A cada metro que avanço


E a que me estende o produto


Do futuro em que me lanço


 


Não sei negar esta estrada


E, das que nego, direi


Que nenhuma outra é talhada


Pelos sonhos que eu sonhei…


 


Se eu me perder na jornada


Em que um dia me encontrei,


Perdi-me e fui encontrada


Em cada passo que dei!


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 31.07.2011 – 21.39h

Comentários

  1. De se lhe tirar uma chapelada !! Daqui me curvo á humildemente á poesia!!!! A persistência dá frutos porque os frutos estão na árvore. Bom fim de semana excelente poetisa ! Bacio.

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    Respostas
    1. :) Bom dia, Peter! Grazie tanta!
      Estou envergonhada comigo mesma porque não consegui nem encontrar o meu caderninho das aguarelas para um trabalho que me tinha comprometido a entregar hoje... dos poemas, não me queixo :))
      Bacini!

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