PERFEIÇÕES E IMPERFEIÇÕES


Ser “poeta sem saudades”,


Sem prantos, nem desventuras,


Pode ser pouco comum,


Mas… só sei dizer verdades


E essas nunca serão duras


Para poeta nenhum…


 


Numa vida que, em passando,


Me deixou, em vez de rugas,


Negras letras de impressão


Que desejo e não comando,


Todos os versos são fugas,


Do meu “ego”… à tentação…


 


Mas, se perdida por dez…


Fico perdida por mil


Pois, dê lá por onde der,


Eu escolho as rimas em vez


Da perfeição mais subtil


Que alguém me possa oferecer!  


 


 




Maria João Brito de Sousa

Comentários

  1. Adorei!
    E eu não diria melhor :D
    Ser poeta é viver um dia de cada vez :)

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    1. :D É mesmo, PaperLife! Já te disse que ganhei o prémio do Poesia em Rede? Estou numa excitação por causa deste prémio! :)) Não estava mesmo nada à espera e, quando recebi o email, nem queria acreditar! Hoje de manhã ainda não estava nada anunciado no site mas logo ou amanhã já deve estar. Deixo-te o link http://poesiaemrede.no.sapo.pt/
      Abraço grande!

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    2. Então muitos parabéns :D
      Isso é óptimo :D
      Vou passando por lá para ver quando anunciam ^^

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    3. Já está anunciado? Fui lá agora mas não vi nada :$

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    4. Xiiii... fui eu que me entusiasmei e comecei a anunciar antes do tempo devido. Desculpa. Ainda não passei por lá hoje mas, ontem, consegui uns minutos de acesso em casa de um casal amigo e vi que ainda não estava anunciado... foram muitos poemas e um blog daqueles dá um trabalhão... também fui rever o email que enviei em resposta ao deles e... nem conseguia perceber o que eu própria escrevi! Tinha pleonasmos e tudo! Uma vergonha! Aquele nervosinho pôs-me num lindo estado, não há dúvida! :) Mas eu calculo que seja publicamente anunciado por toda esta semana... e dá para ver a publicação final dos 88 - penso que eram 88 - poemas a concurso. Alguns eram excelentes!
      Obrigada e desculpa-me este entusiasmo todo.
      Abraço grande!

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    5. O entusiasmo faz parte :)
      Vou estar atenta durante esta semana então :D
      Se tiver tempo, aproveito para ler parte dos 88 poemas ^^

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    6. :D Pois faz, PaperLife, mas o meu foi excessivo... só fiz disparates!
      Abraço grande! :D

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    7. Já foi anunciado :D
      Fui lá agorinha mesmo e deixei lá os meus parabéns a todos, principalmente a ti :P
      E ontem também o vi no blog nos poetas APP (penso que seja assim o nome do blog, dde momento não me recordo bem :$ ) ^^

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    8. :D !!! Fiquei a sabê-lo por ti, pois estás a ser o meu primeiro contacto online de hoje! Obrigada! Vou já até ao PER!
      Abraço grande!

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    9. Ahah, de nada :D
      Eu adicionei-te no facebook :) Passei a manhã a correr os teus blogs e a ler e encontrei-o num :P

      E mais uma vez, PARABÉNS :D

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    10. Ok! Vou ao Face ver se descortino alguma coisa... no site não está! Até já!

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  2. LINDO, sempre com a grande qualidade com que já nos habituas-te!

    Muitos beijinhos e amizade.

    Chicailheu

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    1. :) Olá, minha querida Chica! Obrigada pela tua visita!
      Penso em ti muitas vezes e vejo-te - na minha imaginação, claro - muito mais "arrebitada" e já completamente recomposta!
      Um abraço muito grande!

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  3. Bordar usando sentimentos
    que vão encantando as gentes
    é qual se fossem sementes
    jogadas ao firmamento!

    Assim é que o poeta faz
    contando a sua saudade
    vai bordando de verdade
    pra encontrar sua paz!

    Gosto de ler-te!

    Bjs

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    1. :)

      Muito obrigada, Rosinha,
      Pelos versos que deixaste!
      Com tais versos se acarinha,
      Se fala do que falaste

      E eu gosto tanto de versos,
      Assim, nesta desgarrada,
      Que os trago, a todos, dispersos
      E, às vezes, sou desastrada :))


      Obrigada, Rosa! Vou dar um pulinho ao teu Jardim! Olha! O meu soneto de hoje fala de um jardim da minha infância e de um velho jasmim que lá havia! Não sei se ainda vou conseguir publicá-lo antes do almoço... vou tentar!
      Abraço grande!




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  4. “Trocadero meu amor”

    Torre Eiffel em teu esplendor
    Venho do Louvre encantado
    Posso encontrar um pintor?
    Podes, não chegues cansado

    Sobe Montmartre devagar
    Em Sacrecoeur podes amar
    Sais e à direita deves virar
    Na Place du Tertre vai estar

    Diz-lhe adeus, segue o destino
    Desce até Pigalle devagarinho
    Moulin Rouge sai-te ao caminho

    Belas bailarinas fazem o pino
    Na boémia não estás sozinho
    Da Belle Époque é o cheirinho.

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    1. :))!

      Olá, Poeta Zarolho!
      A Paris, nunca cheguei,
      Nem nunca lá pus o olho
      Nas poucas voltas que dei...

      Vivo aqui, na velha Oeiras
      - na zona nova, porém! -
      Onde encontro mil maneiras
      De me sentir muito bem... :))

      Sobram-me jardins tão belos
      Que farão envergonhar
      Os próprios Champs Elisées

      E, nestes dias singelos,
      Eu só penso em poetar
      Dia a dia, mês a mês ... :)))


      Obrigada, Poeta Zarolho! Adorei o sonetilho e até me esqueci das dores de barriga!
      Abraço grande!

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    2. Magnífico como resposta, fico muito satisfeito que os meus sonetilhos tenham efeitos analgésicos, Oeiras é muito bonito, há dias estive por aí passeando na praia do Inatel com uns comprades daí da zona de Tires.
      Saudações Alentejanas!

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    3. :)) Obrigada! Estou a ver que me vai estimular a veia espontaneísta! :)) Outro dos bons efeitos dos sonetilhos, para além da analgesia, claro!
      Um abraço!

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    4. Saudações Alentejanas! Até me esqueci das saudações! Gosto muitíssimo do Alentejo e o meu avô materno era de lá!

      Upa... :/ Abraço cumpadre! :)

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  5. “Vê coração”

    Ver muito além de ver
    Nos caminhos desta vida
    Não nos leva de vencida
    Se nós prezarmos o ser

    Tornam-se curtas as vistas
    Quando só vês o imediato
    Ter intoxica o ser pacato
    Assim enriquecem farsistas

    Se queres ver com nitidez
    Esvazia de tudo essa mente
    Fecha os olhos duma vez

    E respira profundamente
    Verás as coisas com nitidez
    Tal como o coração as sente.

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    1. Esse "ver além de ver",
      Que conheço muito bem,
      É uma forma de Ser,
      Faz parte de mim, também...

      Mas deve ter-se a cautela
      De se saber ser isento
      Ou cai-se numa esparrela;
      Mundo é tudo quanto invento!

      Em termos de Poesia,
      Tudo isto nos traz vantagens,
      Nos traz mais ganho que perda,

      Porque a Arte é fantasia
      A alastrar pelas imagens
      De quanto pareça m...a... :))


      Desculpe, Poeta! Não resisti! Não me leva a mal, pois não? está só subentendido... ou quase...

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  6. Ah, é aqui! Eu estava aqui, mas pensei que as Montanhas era o nome de um post, por isso é que não dava com o gato :P
    Adorei esta troca de sonetilhos :D
    Fantástico ;D

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    1. É do melhorzinho que me podem dar... mas confesso que há dias e dias... nem sempre trago o sonetilho na ponta dos dedos :))) Bjo!

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  7. É aí para os seus lados este fim de semana.

    “Ondas mil”

    Quentinhas e boas
    Surfam no Estoril
    Venham ondas mil
    Vai ser muita baril

    Vamos para a costa
    Ver a sua genialidade
    É espuma de verdade
    Pranchas e velocidade

    Curvam, com destreza
    Na crista, com firmeza
    Das ondas, em beleza

    Vem também apreciar
    E podes sentir o mar
    São curvas de arrasar.

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    1. Poeta, por mais que sejam,
      As ondas, muito bonitas,
      Não há forças que me mexam
      As pernas emperraditas...

      Vou, em breve, ao hospital
      E falarei do problema
      Porque isto já está tão mal
      Que põe em causa o poema!

      E o que interessa, de verdade,
      É produzir, produzir...
      O resto é "folha virada"!

      A minha realidade
      Só se prende ao que eu "curtir"
      Se a escrita for convidada... :)

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    2. “Vê coração”

      Ver muito além de ver
      Nos caminhos desta vida
      Não nos leva de vencida
      Se nós prezarmos o ser

      Tornam-se curtas as vistas
      Quando só vês o imediato
      O ter intoxica o ser pacato
      Assim enriquecem farsistas

      Se queres ver com nitidez
      Esvazia de tudo essa mente
      Fecha os olhos duma vez

      E respira profundamente
      Verás as coisas com nitidez
      Tal como o coração as sente.

      Sinceras melhoras do fundo deste coração.

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    3. Este já foi respondido,
      Meu poeta alentejano!
      Ainda perco o sentido
      Deste nosso "mano a mano"...

      Mas ao tal imediato
      Que todos parecem ver
      Ligo pouco... este contrato
      É pr`ó que der e vier!

      Trago poemas por dentro
      E os poemas querem espaço,
      São nervosos como o vento...

      Mesmo que venha o cansaço,
      Fecho-lhe as portas do tempo
      E ofereço-lhe o meu abraço... :)))

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    4. Só repeti para desejar as sinceras melhoras do fundo deste coração.

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  8. “Camões hoje”

    O Camões é Portugal
    E Portugal é Camões
    Nadou em turbilhões
    E nunca se saiu mal

    Era um poeta zarolho
    Diz quem o conheceu
    Mas cedo se percebeu
    A valia de um só olho

    Transmitiu a epopeia
    Sem um único borrão
    Encontrou uma sereia

    Lá nos mares de Ceilão
    Hoje era uma verborreia
    Para a rádio e televisão.

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    1. Sim, Camões é Portugal
      E é Portugal este povo
      Que já está a passar mal
      E não vê nada de novo...

      Era zarolho, Camões,
      Por ter perdido, em batalha,
      Um dos olhos... condições
      Do poeta que trabalha;

      Poder trabalhar em paz
      Sem meter-se em grandes guerras
      Porque a guerra só lhe traz

      Perigos, dor, tempo perdido...
      E as batalhas são as pregas
      De um manto mal dividido...

      :) Abraço!

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    2. “Pessoas”

      Álvaro estás convidado
      O Ricardo também vem
      Alberto vem tu também
      Bernardo está sossegado

      A comemoração promete
      Ele ocupa a linha da frente
      Não sabes? Drama em gente
      Para o desassossego remete

      Uma mensagem nos deixou
      Vive desassossegadamente
      Muito cedo também abalou

      Por isso fingimos que é dor
      Esta dor que a gente sente
      Este poeta era um fingidor.

      Saudações alentejanas!

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    3. :))) ! Adorei!

      Esta dor que a gente sente,
      Mesmo que bem burilada,
      Vai desgastando, na gente,
      E é, às vezes, bem magoada...

      Venha Pessoa fingir
      Que não sente dor nenhuma
      E eu dir-lhe-ei, a sorrir,
      Que também o mar tem espuma!

      Terá espuma... e, no entanto,
      Quanto mais são alterosas
      As ondas que nele houver,

      Mais espuma e mais encanto,
      Pelas costas arenosas
      Negarão o que ele disser...


      Abraço grande e alentejano! :)

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    4. O adorei vindo de quem vem tem muito valor para mim, eu que não sou poeta , sou apenas um ciclista desta vida.

      “Cenas futuras”

      O “filme do desassossego”
      É um desassossego pegado
      Hei-de vê-lo no aconchego
      E dá-lo-ei por confirmado

      Já “O botânico no Alentejo”
      É música pr’os meus ouvidos
      Quando o vir haverá festejo
      Por ora estão ambos absolvidos

      Farão parte do meu imaginário
      Estas cenas ainda não registadas
      Logo que possam ser visionadas

      Agora estão a aguardar horário
      Que o tempo é um bem escasso
      Estão absolvidas e a marcar passo.

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    5. “Ciclista da vida”

      Eu que nunca fui poeta
      Apenas um ciclista da vida
      Seguia em mais uma corrida
      Mas apeei-me da bicicleta

      Na estrada nacional cinco
      Ao quilómetro sessenta e seis
      Eu penso que vós já o sabeis
      Li aquele soneto com afinco

      Voz anunciada de uma tragédia
      Gravada nesse marco de pedra
      Ficou-me fundo na memória

      Em mil oitocentos e setenta
      O Luiz padeceu na tormenta
      Agora já conhecem a história.

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    6. Amigo Poeta, para quem diz não ser poeta está a sair-se muito bem! Entre os melhores! Eu é que hoje estou cheia de febre e não sei se vou conseguir estar à altura... mas vou ler os seus outros sonetos e tentar responder-lhe... mas sem garantias, amigo... acredite que eu, hoje, mal consigo andar e foi o cabo dos trabalhos para chegar ao CJ... vou ler os seus sonetos!
      Abraço grande!

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    7. :) E é um ciclista cinéfilo! Obrigada pelos seus poemas!
      Vou ler outro.

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