SORRINDO


 


Sorrindo, aceito


As soluções do Ego, esse imperfeito


Que aguarda o formular de uma existência


E sei que a espera


Vai desdobrar-se além, noutra quimera


Cumprindo-se, plural, nessa emergência


 


Sorrindo, ascendo


A tudo o que não sei, que nunca entendo


Mas que pode, talvez, saber de mim


Porque a subida


É sempre a minha única saída


E a esperança de alcançar essoutro fim


 


Sorrindo, escrevo


O que inteira me exalta, o que não devo


E tudo o que me nasça deste espanto


Mesmo que o mundo


Me tente amortalhar num charco imundo,


Não deixo de oferecer-lhe este meu canto!


 


Sorrindo, parto


Nesse exacto poente em que me farto


De assumir-me abundante em tais crescentes


Onde percorro


Este viver demais, de que então morro,


Sem mais cuidar de abrir-vos precedentes…


 




 


Maria João Brito de Sousa – 15.03.2011 -21.16h


 

Comentários

  1. E que belo sorriso este. Sorria sempre minha amiga, que os seus sorrisos lavam as nossas pobras e cansadas almas.
    Beijinhos

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    Respostas
    1. :) Olá, Fá! Como vai a saúde do seu pai? Espero que tenha melhorado. Eu ontem, ao chegar do CJO, também tive um susto com o marido de uma daquelas senhoras de que eu costumo falar porque costumo tomar o cafezinho da tarde com elas... o senhor teve um enfarte e tiveram de lhe fazer um cateterismo para desentupir cinco artérias que estavam a impedir que o sangue fluísse. Felizmente foi muito bem assistido e tudo correu pelo melhor. Eu vou já visitá-la!

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