ESCOVO
ESCOVO
*
Que hei-de fazer de mim?
Venho de um qualquer mundo
que não consta
No Mapa Astral da consagrada inspiração
e cobre-me um pó de sonhos
que tento
mas não consigo escovar eficazmente.
*
Talvez defeito da escova
que engendrei,
à falta de melhor,
a partir de umas sobras de ansiedade
que encontrei por aí
flutuando
quais limos de um mar desconhecido,
e amarrei
a um cabo de incertezas
que haviam perdido o prazo de validade.
*
Mas que me importa
a eficácia do artefacto
se nem sequer vislumbro
a origem da poalha que me cobre?
*
E escovo, escovo, escovo, escovo…
*
Maria João – 05.03.2011 – 16.20h

Belas liberdades feitas de poesia.
ResponderEliminarAi minha amiga, como eu queria uma escova que escovasse de mim todas as minhas angustias e inquietações.
Beijinho
Olá, Fá... então? Essa frase veio de ter entendido muito bem o que eu disse neste poema, ou as coisas andam mais difíceis por aí?
EliminarEu vou aí assim que publicar o soneto de hoje! Espero que esteja tudo bem com os pequeninos!
Abraço grande!