A PALETA DAS HORAS


 


Horas não podem saber


Mais do que delas sabias


Quando, à hora de esquecer,


Dessas horas te perdias


 


Passam horas, ficam delas


Pequenos rastos, uns nadas


De esbatidas aguarelas


Já velhas e desbotadas…


 


Horas que nunca se esquecem


Também as há, mas são raras


Aquelas que não esmorecem


Nas cores que lhes foram caras


 


São as que jamais se rendem,


De traço firme e cor viva,


E são elas que nos prendem


Quando a tela nos cativa


 


Horas, horas e mais horas,


Umas breves, passageiras,


E outras presas às demoras


De durar vidas inteiras…


 


 


Maria João Brito de Sousa


 


 


 

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