MAS TU NÃO VÊS?!
NÃO VÊS?
*
Mas tu não sabes,
Não vês
Que cada dia,
Só será dia se tiver sido justificado?
*
Nunca sentiste
Essa estranhíssima euforia
Que perpetua
Aquilo que é criado?
*
Não reparaste
Que há razões que desconheces
A sorrirem pr`a ti
Como se as preces
Não fossem
As dispensáveis fronteiras
Do tangível?
*
Nessa humildade que tanto apregoas,
Nessa vontade que te não dá descanso,
Nesse incondicional nunca parar
Que irá justificar sermos pessoas,
Não vês
Que aquilo que sonhaste
E eu nunca alcanço
Foi sempre a recuar
Que o alcançaste?
*
Se crês poder voar, porque não voas?
*
Maria João Brito de Sousa - 2011

Olá Maria João, gostei de ler este poema, é muito bonito, mas percebo melhor os sonetos.
ResponderEliminarUm abraço
Coitada de si e do Peter... :) já me aturaram os primeiros desabafos do dia... que estão para durar porque não me sinto sem razões para protestar... calhou-vos, a ambos, aturarem-me neste momento de justificada zanga...
EliminarNeste poema eu estou a falar com um interlocutor imaginário - mais imaginado do que imaginário... - que teimava em não entender que a poesia é um trabalho muito sério. Termina com um "quase desafio" a esse mesmo interlocutor, no sentido de tentar entender ou experimentar, também ele, "voar" com a poesia.
Enorme abraço.
Lindo
ResponderEliminarEu voo com meus pensamentos!
Meus pensamentos voam alguns momentos...
Abraço
Obrigada, Vera. Espero que tenhas tido um bom fim de semana!
EliminarAbraço grande!